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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

UMA PARTE DE UM RELATO PESSOAL PARANORMAL

 Michele relata: "Os trevosos introduziam uma faca afiada em minha vagina; eu sentia o sangue escorrendo pela perna. Depois, eles me penetravam em meio à hemorragia e diziam 'tadinho' com um tom falso, frio, desprovido de qualquer empatia ou sentimento. Eles são incapazes de mudar, pois suas provocações são sempre as mesmas. Nunca deixam de repetir as mesmas palavras e de fazer as mesmas coisas, criando uma atmosfera em que o horror parece quase previsível e adaptável.".

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