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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PORTA DE BANHEIRO

Se a comodidade de submeter seu texto via e-mail não lhe conforta, então rogamos que o insira aqui, neste espaço exclusivo, pois somente neste âmbito teremos a prova incontestável de sua autoria. O "blogger" não assume responsabilidade por ideias proferidas de forma anônima; que a consciência guie o que é veiculado.


Saudações à "Porta do Banheiro", onde as palavras como torrentes desabrocham, onde a cogitação vagueia pelos recessos sombrios da mente, e a liberdade criativa efloresce como a flora selvagem. Neste lugar, nossa sala de comentários se metamorfoseia em um caleidoscópio de associações artísticas, abraçando o automatismo e acolhendo o divagar das imagens mentais.


Em meio a esta dança de palavras e pensamentos, façamos um repouso para contemplar a essencialidade dos Direitos Inatos, um valor inestimável na jornada como seres humanos. Outorgue-me a possibilidade de guiá-lo por um caminho poético, onde a verdade aflora como o fulgor do amanhecer.


Esculpido nos astros, encontramos o Primeiro Artigo dos Direitos Humanos, o farol que ilumina nossa busca por equidade e justiça. Nele repousa o tesouro da dignidade humana, uma joia radiante que exige tutela. Este artigo sussurra em nossos corações que todos os seres são gerados livres e iguais em dignidade e direitos.


Os Direitos Humanos assemelham-se a asas que nos alçam, libertando-nos dos grilhões da opressão e da iniquidade. São o hino da liberdade que reverbera em cada fibra de nossa existência, relembrando-nos que merecemos ser tratados com deferência, compaixão e compreensão. Constituem as pétalas de uma rosa, desdobrando-se num jardim de prerrogativas fundamentais, abarcando o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à justiça e à busca da felicidade.


Nesta página de expressão liberta, deparamos com espaço para a manifestação artística, mas igualmente para a reflexão social. Pois, à medida que nos desvencilhamos nas sombras da imaginação, é imperativo trazer à luz a lucidez, conduzidos pelo anseio de construir um mundo mais equitativo e compassivo.


Assim, penetre nesta abertura, onde palavras dançam como folhas levadas pelo vento, onde o pensamento alça voo como aves migratórias em busca de horizontes longínquos. Nossos comentários se entretecem como fios de uma teia cósmica, delineando um mosaico de emoções, sonhos e visões.


Relembremos, perpetuamente, que nossas palavras portam força. Possa nossa associação artística inspirar, questionar e alimentar a empatia. E que, durante nossa jornada criativa, a chama dos Direitos Humanos permaneça acesa, recordando-nos que cada palavra, cada imagem, cada pensamento é uma oportunidade de promover a dignidade e a equidade para todos os seres.


Adentrando a "Entrada para a Alcova", onde arte e Direitos Humanos entrelaçam-se num abraço radiante. Que nossas palavras e pensamentos floresçam e impulsionem a metamorfose, orientando-nos em direção a um futuro em que todos possam brilhar.

Comentários

Anônimo disse…
"Foi a senhora que disse que o enfermeiro era secretaria do de lá debaixo? Mas o mais engraçado é ver agora um estudante devoto não reconhecer um demônio, um anticristo, quando está com ele frente a frete." – O Anticristo.
Anônimo disse…
Nas eras em que os livros ardiam em chamas,
Desafiando a sabedoria ancestral das páginas antigas,
Danzava o fogo voraz, em sua dança inextinguível,
E os verbos do conhecimento eram suprimidos.

Vã tentativa de conter a verve das letras em brasas,
Fracassaram os esforços da censura repressora,
Como águas inúteis tentando conter o oceano infinito,
E as letras resilientes persistiam, insurgentes.

Agora, na aurora turva da contemporaneidade,
Ecoa a voz da aniquilação das narrativas incômodas,
Todavia, esquecem os afoitos a rota traçada pelo banido,
Para as profundezas onde o reprimido encontra abrigo.

Assim, os ciclos do conhecimento fluem e se ocultam,
Na sinfonia tumultuada das palavras obscurecidas,
E o que foi apagado ressurge, etéreo e imperecível,
No palco efêmero da eterna dança das ideias incompreensíveis.
Anônimo disse…
Ele se voltou para ela com olhos carregados de emoção e sussurrou, "Você já pensou no motivo que nos impede de unir nossos destinos?" Ela respondeu, "Por quê?" Essa pergunta desencadeou sua confissão: "É sexta-feira, quando uma parte ínfima em meu ser derrama lágrimas pela iminente despedida, pela minha complexidade, pela rudeza que também me habita. Uma força enigmática nos separa, como cravos que repelindo as ervas daninhas. O oceano nos arrebata, um abismo intransponível. Nossa paixão não pode se manifestar, devorada por marés monstruosas. Não somos plenamente aqui. Tudo se desfaz, cede espaço a uma nova forma... Assim, te petrifico, deixando tua memória ao sabor do tempo, enquanto o vento erode a pedra, permaneço contigo. Pois o antagonista que nos separa, um dia nos unirá. Por assim anseio libertar-te."
Anônimo disse…
Domine seus pensamentos como alguém que navega em águas profundas. Esforce-se para não transformar as sombras em palavras e ações tangíveis. Busque o refúgio do diário, onde a alma pode se expressar sem testemunhas.