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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PARAFRASEANDO LUCIANO SUNDIN DO LAGO

Dentro de cada ser humano existe uma voz que o guia, uma voz que representa o nosso ideal interno. Essa voz está sempre nos orientando, desde que nos permitamos ouvi-la. Muitas vezes, abafamos essa orientação ao colocarmos pensamentos egocêntricos em primeiro plano, como a vaidade e crenças limitantes, como o medo. Esses sentimentos nos impedem de escutar o que realmente importa.


É fundamental silenciar a mente para que possamos ignorar esses pensamentos ilusórios e prestar atenção à voz da sabedoria, que é a manifestação do nosso ideal interior e a fonte da nossa originalidade. Para isso, é necessária uma prática de meditação que nos conduza a um estado de conexão com nossa força interna.


Nesse sentido, o escritor Rubem Alves, em seu livro O Amor que Acende a Lua, oferece uma alegoria que enriquece essa reflexão: no fundo do mar, quem mergulha sabe que a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos, livres do ruído do falatório e dos saberes filosóficos. Nesse silêncio, ouvimos uma melodia tão bela que pode nos fazer chorar. Para mim, essa força é essa beleza que se revela no silêncio. Quando conseguimos estabelecer essa conexão com o divino, a experiência é verdadeiramente emocionante.

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