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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

O MESTRE E O APRENDIZ

Diálogo entre o Aprendiz e o Mestre

Aprendiz: Mestre, eu me pergunto, quando o pensamento se acelera, com diálogos e questionamentos mentais incessantes, é adequado dizer ao pensamento "pare" ou "deixe passar"? Será isso uma forma de reprimir a mente?

Mestre: Ah, jovem buscador, o pensamento é como as águas de um rio. Impedi-lo de fluir pode causar um represamento, mas deixá-lo correr sem controle também pode trazer caos. Dizer "pare" ou "deixe passar" não é em si repressão, mas depende do modo como você se relaciona com o pensamento. Quando há resistência ou negação, há repressão; quando há aceitação e observação serena, há libertação.

"A mente é como um espelho d'água. Observe os pensamentos como nuvens que passam. Não tente afastá-las, nem agarrá-las."

Mestre: Contudo, se dizes ao pensamento: "Eu reconheço tua presença, mas não preciso te seguir", não há repressão, mas uma escolha sábia de não apegar-se. Se dizes: "Esse é apenas um pensamento, ele passará como todas as coisas passam", não o empurras para a sombra, mas o liberas para seguir seu curso natural.

Aprendiz: Mestre, como posso evitar a armadilha da repressão? Que frases devo evitar para que o pensamento não seja rejeitado ou sufocado?

Mestre: Ah, meu aprendiz, frases como: "Eu não devo pensar nisso", "Isso é errado, preciso esquecer", "Não posso sentir isso", são correntes que prendem a mente. São janelas que se fecham para a luz do entendimento. Quando te recusas a sentir ou a pensar, fazes da repressão teu companheiro, e ela, como a noite, sempre retorna para assombrar o dia.

"Aquele que nega a si mesmo o direito de pensar, carrega dentro de si o peso do não dito."

Aprendiz: E, mestre, quais são as frases que devo acolher quando os pensamentos forem como ventos que não cessam?

Mestre: Acolhe, então, palavras que fluem como o vento suave entre as árvores, frases que te libertam, e não te aprisionam. Dize assim:

  • "Eu reconheço este pensamento, mas escolho não me envolver com ele agora."
  • "Esse é apenas um pensamento, ele passará como todas as coisas."
  • "Estou presente neste momento, e é aqui que escolho estar."
  • "Respiro, e o pensamento se dissolve como neblina ao amanhecer."
  • "Minha mente é vasta, e este pensamento é uma pequena parte dela. Eu o observo sem apego."

Mestre: Estas são palavras de aceitação e não de combate. São a brisa que dissolve o nevoeiro e o sol que ilumina o jardim da mente. Não há repressão, há compreensão; não há negação, há clareza.

Aprendiz: Mestre, e quando a mente se defende com um diálogo incessante, como posso interromper este ciclo sem violentá-la?

Mestre: A mente, quando se debate em um diálogo contínuo, está, na verdade, buscando por descanso. Tu podes trazer-lhe paz com palavras que, como gotas de orvalho, acalmam sem forçar:

  • "Ouço minha mente, mas escolho o silêncio interior."
  • "Respiro fundo, e o barulho dos pensamentos se acalma."
  • "Posso observar esses pensamentos, sem me perder neles."
  • "Neste momento, eu sou o céu, e os pensamentos são apenas nuvens passageiras."
  • "Eu me centro na quietude que sempre esteve aqui, sob o ruído da mente."
"A mente, como uma criança, muitas vezes fala sem parar. Mas se oferecemos ao silêncio o mesmo espaço, ela, por fim, repousa."

Aprendiz: Mestre, sinto que minhas perguntas são como pedras atiradas em um lago. Cada uma cria ondas de reflexão, mas encontro serenidade nas respostas. Agradeço pela sabedoria que compartilhaste.

Mestre: Meu aprendiz, lembra-te de que a sabedoria não é um fim, mas um caminho. Caminha com atenção, e saberás quando deixar passar e quando repousar na quietude do momento. As águas da mente podem ser turbulentas, mas dentro de ti, há sempre um ponto de calma, intocado pelo fluxo dos pensamentos.

"A mente é como o vasto oceano. Acima, as ondas podem ser agitadas, mas nas profundezas, sempre há paz."

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