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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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ÊXITO NA REDUÇÃO DA ANSIEDADE E ESTABILIZAÇÃO DO RELACIONAMENTO COM AS CRENÇAS NÃO COMPARTILHADAS: voltar o subconsciente para geração de energia de ouro
A compreensão do som como energia nos revela que ele é uma onda mecânica, ou seja, depende de um meio físico para se propagar, como o ar. No caminho dessa propagação, o som sofre transformações, modulando o sinal energético que chega ao cérebro, onde é interpretado. A interpretação é única para cada indivíduo, moldada pelas experiências sonoras vividas. Esse processo envolve o subconsciente, que armazena informações desde o desenvolvimento fetal, e a partir dessas memórias o cérebro classifica e analisa os sons que percebemos. Essa percepção auditiva é crucial para nossos mecanismos de defesa, já que o cérebro tem a capacidade de diferenciar simultaneamente diversos estímulos sonoros, reorganizando as informações de forma eficiente.
Tudo isso, na verdade, é energia. Não existe som, cor, textura ou aroma por si só. Essas percepções são criações do cérebro quando a energia interage com os sentidos humanos, sendo transformada em impressões sensoriais que reconhecemos como parte do mundo material. Como seres energéticos, também podemos moldar nossa energia neurológica para enfrentar desafios psíquicos, como escutar vozes. A chave para lidar com essas vozes está no direcionamento da própria energia. Muitas vezes, as vozes sugerem mudança ou movimento, e uma resposta positiva pode ser a busca por uma "compulsão controlada" — pequenos passos que geram estabilidade na relação com essas vozes.
Tratamentos médicos, como o uso de risperidona, podem estabilizar parcialmente os conflitos internos, aumentando a concentração e diminuindo a intensidade dos pensamentos obsessivos, embora tragam efeitos colaterais a longo prazo, como problemas estomacais. Para complementar a medicação, práticas terapêuticas são fundamentais para alinhar a energia com o enfrentamento de crenças pessoais que não são compartilhadas pela maioria, equilibrando os conflitos internos. Quando alguém começa a ouvir vozes, é comum a reação defensiva, um reflexo da cultura que estigmatiza essa experiência, levando a um aumento da energia psíquica em um esforço para repelir o que parece estranho. No entanto, a aceitação e normalização podem gerar uma convivência mais saudável com essas vozes.
Para lidar com a ansiedade gerada por esses conflitos internos, técnicas como a "deixe passar" são recomendadas, permitindo que pensamentos intrusivos fluam sem resistência. A prática da "paralisação do fluxo cognitivo", que envolve dizer mentalmente "pare" para interromper diálogos internos excessivos, também pode ser útil. A convivência com alguém que escuta vozes requer paciência e honestidade, pois a facilidade para cair na paranoia é grande. Uma técnica como a imaginação ativa pode ser valiosa, incentivando a pessoa a visualizar e escrever sobre o cenário que a paranoia apresenta, refletindo sobre seu próprio posicionamento diante dessa possível realidade.
Não existe uma receita única para lidar com essas questões, mas o caminho certo envolve a geração e canalização de energia. Em estados depressivos, isso pode ser particularmente desafiador, uma vez que as vozes podem se tornar mais ofensivas e a dor mais generalizada. O tratamento com fluoxetina foi suspenso devido a efeitos colaterais como náusea e vômitos, e a escolha pela sertralina foi evitada por seu potencial de ganho de peso, já que a tendência à obesidade é uma preocupação. Em breve, o tratamento com aripiprazol será iniciado, embora haja relatos de que ele pode acentuar a ansiedade. A prática regular de atividade física foi recomendada como uma forma de canalizar a sobrecarga energética gerada pela psicose.
Ao refletir sobre a natureza do subconsciente, vejo nele uma fonte de energia para o desenvolvimento de foco, baseado em hábitos cognitivo-comportamentais. Isso desafia minha formação, a ponto de considerar abandoná-la. Tenho aplicado técnicas como a imaginação ativa, escrita criativa e práticas religiosas, que conduzem ao conceito de "matriz da mente". Essa matriz, formada pelo que alimentamos no subconsciente, reflete-se nos pensamentos, gerando harmonia ou conflito. Acredito que o inconsciente, por definição, contém o que não podemos acessar diretamente, sendo mais provável que nos conectemos a ele através dos sonhos, quando as defesas conscientes estão mais relaxadas.
O conteúdo obsessivo e psicótico, ao meu ver, não provém do inconsciente, mas sim do que consumimos diariamente, influenciado pelos valores culturais e reforçado pelos meios de comunicação. Os tabus, que moldam muitos desses pensamentos, são mais conscientes do que inconscientes, já que falamos sobre eles sem muito esforço. Assim, os pensamentos obsessivos e a psicose estão ligados ao subconsciente, enquanto o ego, operando na consciência e subconsciente, tenta lidar com esses impulsos. Ao interpretá-los, o ego acaba atribuindo-lhes um caráter cultural, seja como um valor aceito ou tabu.
Para transformar a natureza da psicose e das obsessões, a mudança cultural é essencial. Precisamos reconhecer essas eventualidades como parte da diversidade humana, reduzindo o conflito e, consequentemente, o sofrimento psíquico. O problema não é puramente psicopatológico, mas energético. A questão central é: como gerar novas energias que harmonizem e equilibrem a carga energética dos pensamentos em conflito? O que está claro é que o conflito gera dor, e a cultura amplifica essa dor. A forma como lidamos com ela, porém, determina se o conflito se tornará uma ferida inflamada ou uma experiência transformadora.
A saída, então, é reconhecer as diversidades culturais e aprender com elas. A técnica de ampliação de significados é uma ferramenta poderosa. Afinal, que energia é capaz de transmutar as almas?
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