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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Reflexão

 Considerando que a metacognição não define quem você é nem dita o que você está se tornando, mas revela o que está acontecendo dentro de você, podemos perceber que seu fluxo cognitivo evidencia a presença de várias defesas. A questão central é: como reduzir essas defesas? A familiaridade pode ser uma chave? Afinal, essas defesas dificilmente desaparecerão por completo, pois, dentro de um ecossistema psíquico, tudo o que existe tem uma razão de ser, e a remoção abrupta de qualquer elemento pode desestabilizar a harmonia ou a "coesão" natural dos fenômenos que ocorrem na psique. No entanto, o excesso de defesas pode ser comparado a cobrir excessivamente uma ferida, impedindo sua cicatrização adequada. Como, então, encontrar o equilíbrio? Ou será que somos, na verdade, apenas variações naturais desse ecossistema, onde as defesas desempenham papéis inevitáveis, mas que devem ser regulados com cautela? Ou se estabilizam harmonicamente? Ou precisamos produzir determinado efeito sutil para condicionar uma ordem natural? Então não podemos ser agressivos? Então são dosagens homeopáticas? Ou posologias variadas? Ou para cada desarmonia há um método de eco-equilibrio-psiquico? Como saber a posologia certa? Como saber o melhor método? Como saber se foi arranca a raiz do problema? Ela há? 

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