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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Reflexão

 O terceiro motivo é, sem dúvida, o mais crucial: o próprio mandamento de Deus, frequentemente transmitido através de Moisés, ordena que os pais instruam seus filhos. O Salmo 78:5-6 reforça essa ideia, afirmando: “Ele estabeleceu um testemunho em Jacó e uma lei em Israel, a qual ordenou a nossos pais que a transmitissem aos filhos, para que a geração vindoura a conhecesse, os filhos que ainda nasceriam.” Além disso, o quarto mandamento de Deus sublinha a importância dessa instrução, ordenando que os filhos obedeçam aos pais com tal seriedade que, em casos de desobediência persistente, o tribunal poderia até condenar os desobedientes à morte (cf. Deuteronômio 21:18-21). De fato, qual é o propósito da nossa velhice, senão cuidar dos jovens, ensiná-los e educá-los? É inconcebível esperar que uma juventude desordenada se eduque sozinha. Deus confiou-nos, os mais velhos, a responsabilidade de guiá-los, baseando-se na nossa experiência para seu benefício. Certamente, Deus nos exigirá uma prestação de contas rigorosa sobre o bem-estar desses jovens. Por isso, Moisés ordena em Deuteronômio 32:7: “Pergunta a teu pai, e ele te informará; pergunta aos mais velhos, e eles te dirão.”


LUTERO, Martim. Educação e Reforma. São Leopoldo: Sinodal; Porto Alegre: Concórdia, 2000. p. 15-16.

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