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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

RECONHECIMENTO: voltando a reflexão de dissolver o ego e sugerindo um caminho melhor, integração

Ao desenvolver a prática metacognitiva, é possível reduzir pensamentos obsessivos ou intrusivos através da técnica de compulsão controlada (corrigir o termo caso necessário) como, por exemplo, beber quatro copos de água de 500 ml ao longo do dia. Além disso, ao surgir um pensamento obsessivo, dizer a si mesmo "deixe passar" pode ajudar a deixá-lo ir. Diante de uma ofensa, a reação cognitiva recomendada seria "tenho sempre o que aprender", e ao lidar com uma possível ofensa alheia, utilizar a frase "você parece chateado". Ambas as respostas visam reduzir o impacto de pensamentos obsessivos nessas situações.

Identificou-se que o principal gerador de conflitos era o ego. Inicialmente, considerou-se a dissolução do ego, mas percebeu-se que, embora isso diminua a dor, também pode comprometer o senso de controle e a conexão com a realidade. Em vez disso, optou-se por uma integração gradativa do ego com o inconsciente, por meio da prática de autoempatia e reconhecimento. A ideia não é eliminar as defesas, mas equilibrar as reações, gerando menos conflitos internos.

Ao observar o comportamento do "observado" ao longo do dia, notou-se que não houve reações automáticas às associações mentais involuntárias. Pelo contrário, houve um aumento da empatia, e ele conseguiu "deixar passar" os pensamentos obsessivos de maneira mais eficaz.


O Observando desenvolveu uma subpersonalidade que apresenta características contraditórias em relação ao Id, além de incômodas, como a Sombra junguiana. Essa figura interna é chamada de Eddy, e age como um palhaço provocador, sempre buscando tirar sarro e irritar o Observando, normalmente em tom de piada. Eddy faz questão de constranger o Observando em público, como se quisesse ferir seu ego, ou ao menos tentar. Ele gosta de flertar tanto com homens quanto com mulheres, comportando-se de maneira mulherenga e descarada.


O Observando percebe que Eddy parece se alimentar de atenção, exaltando-se quando tem uma plateia. “A voz dele me lembra o Venom”, observa o Observando, destacando o tom cínico e provocador de sua subpersonalidade. Ele age como uma "piriguete", desafiando e confrontando, jogando as coisas na cara de maneira direta e sem filtros.


No momento, estou tentando entender melhor essa subpersonalidade e seu papel no psiquismo do Observando, buscando compreender como e por que ela se manifesta dessa maneira.

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