Pular para o conteúdo principal

Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PERGUNTA: uma questão reflexiva que não posso publicar no fórum da faculdade para não ofender os colegas ou ser alvo de bullying

 Refletindo sobre o texto da Revista de Estudos do Discurso, surgiu uma dúvida. Quando trabalhei como auxiliar pedagógico, percebi que, para alfabetizar uma criança e incentivá-la à leitura e ao desenvolvimento literário infantojuvenil, é essencial acessar seu campo metacognitivo. Isso envolve estimular os procedimentos estratégicos de ordem metacognitiva. No texto, parece haver uma relação dedutiva (corrija-me se estiver errado, mas acredito que a palavra que procuro expressa a ideia de uma relação de fora para dentro) com o desenvolvimento semiótico, ou seja, a forma como os significados penetram nos processos metacognitivos do aluno. No entanto, não seria o contrário? Ou talvez uma relação mútua, onde os processos metacognitivos se desenvolvem tanto em função do objeto semiótico exterior quanto influenciam a interpretação desse objeto?


Vou utilizar uma ilustração de Saussure para exemplificar. 

Embora o exemplo que menciono trate da percepção do som em si, ao considerar sua natureza psíquica e sua relação com imagens verbais e conceitos mentais, fica claro que a representação mental pertence ao domínio da mente. O que pretendo destacar aqui é o circuito de comunicação, que pode ser dividido em duas partes: uma exterior e outra interior, ou, alternativamente, uma psíquica e outra não psíquica; também há a parte passiva e ativa. A parte ativa começa no centro de associação mental e se comunica até o ouvido de outra pessoa, enquanto a parte passiva vai do ouvido da segunda pessoa até o centro de associação mental da primeira. 

Nesse sentido, penso que, para que um professor possa desenvolver uma associação significativa com o aluno, é necessário conhecer sua bagagem semiótica. Isso permite que o professor escolha a melhor forma de atingir e conectar o aluno com os conteúdos apresentados.

Além dessa questão, pergunto: não seria necessário que o professor compreendesse a linguagem do aluno para acessar sua bagagem semiótica, e assim relacioná-la com a semiótica da história apresentada? Por exemplo, se eu lesse "The Empty Kingdom", teria o mesmo efeito semiótico-linguístico — embora semiótica seja uma linguagem, risos — que ler "A Galinha dos Ovos de Ouro"?


Quem souber responder, por favor, acesse os comentários abaixo.

Comentários