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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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COMO CHEGOU-SE A QUESTÃO DE DISSOLVER O EGO PELOS ENSINAMENTOS DA CULTURA ORIENTAL
Com o tempo de observação, seguindo a terapia hídrica — que consiste em beber quatro copos de 500 ml de água ao longo do dia —, percebi uma diminuição da compulsão, especialmente a partir do momento em que os pensamentos obsessivos ou intrusivos reduziram-se até quase desaparecerem – não esqueça também da técnica "deixar passar". No entanto, em seguida, houve um aumento nas defesas psicológicas — presuponho que elas sempre estiveram lá, mas com o desaparecimento dos outros problemas, ela foi se tornando mais nítida —, uma generalização dessas defesas, que presumo ser um efeito colateral do medicamento. Esse aumento pode estar relacionado à produção excessiva de serotonina, o que eleva o fluxo de pensamentos e, frequentemente, intensifica a "hiperatividade" do ego, que parece se proteger de qualquer estímulo, mesmo que seja ele próprio quem o gera.
O Observando demonstra resistência em reduzir a dosagem do remédio ou até mesmo interrompê-lo, devido ao receio de retornar a um estado de depressão grave. Isso me levou a refletir que não apenas o medicamento pode estar intensificando os conflitos do ego, mas talvez também certos alimentos e bebidas. Entretanto, essa hipótese não pode ser verificada nem testada no momento.
A concentração, por sua vez, estabilizou-se com a redução da atividade exacerbada do ego. No entanto, o ego permanece como o grande desafio. A questão que surge agora é: como dissolver o ego? Ao buscar respostas, encontrei na cultura oriental a crença na inexistência do ego e em um poder mais elevado, como o hinduísmo ou o budismo. Pretendo me aprofundar mais nesses conceitos.
Para crenças não compartilhadas, foi sugerido que, quando confrontado por vozes externas o chamando de "burro", o observando responda com algo como "sempre tenho muito a aprender" ou "você parece chateado". No entanto, observo que nele as vozes externas são o menor dos problemas.
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