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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

COMO CHEGOU-SE A QUESTÃO DE DISSOLVER O EGO PELOS ENSINAMENTOS DA CULTURA ORIENTAL

 Com o tempo de observação, seguindo a terapia hídrica — que consiste em beber quatro copos de 500 ml de água ao longo do dia —, percebi uma diminuição da compulsão, especialmente a partir do momento em que os pensamentos obsessivos ou intrusivos reduziram-se até quase desaparecerem – não esqueça também da técnica "deixar passar". No entanto, em seguida, houve um aumento nas defesas psicológicas — presuponho que elas sempre estiveram lá, mas com o desaparecimento dos outros problemas, ela foi se tornando mais nítida —, uma generalização dessas defesas, que presumo ser um efeito colateral do medicamento. Esse aumento pode estar relacionado à produção excessiva de serotonina, o que eleva o fluxo de pensamentos e, frequentemente, intensifica a "hiperatividade" do ego, que parece se proteger de qualquer estímulo, mesmo que seja ele próprio quem o gera.


O Observando demonstra resistência em reduzir a dosagem do remédio ou até mesmo interrompê-lo, devido ao receio de retornar a um estado de depressão grave. Isso me levou a refletir que não apenas o medicamento pode estar intensificando os conflitos do ego, mas talvez também certos alimentos e bebidas. Entretanto, essa hipótese não pode ser verificada nem testada no momento.


A concentração, por sua vez, estabilizou-se com a redução da atividade exacerbada do ego. No entanto, o ego permanece como o grande desafio. A questão que surge agora é: como dissolver o ego? Ao buscar respostas, encontrei na cultura oriental a crença na inexistência do ego e em um poder mais elevado, como o hinduísmo ou o budismo. Pretendo me aprofundar mais nesses conceitos.


Para crenças não compartilhadas, foi sugerido que, quando confrontado por vozes externas o chamando de "burro", o observando responda com algo como "sempre tenho muito a aprender" ou "você parece chateado". No entanto, observo que nele as vozes externas são o menor dos problemas.

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