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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
Destaques
BIOY CASARES: passagens do desconhecido
1. Página 34-35: "Essa possibilidade me horrorizou (como se tivesse corrido o risco de tocar um fantasma). Naquele seu prescindir de mim havia algo muito estranho."
Este trecho revela um desconforto do narrador com uma presença estranha, comparando-a ao toque de um fantasma, sugerindo uma sensação de irrealidade ou algo desconhecido.
2. Página 46-49: "Com lentidão na minha consciência, pontuais na realidade, as palavras e os movimentos de Faustine e do barbudo coincidiram com as suas palavras e os seus movimentos de havia oito dias. O atroz eterno retorno."
O protagonista começa a perceber uma repetição estranha e inexplicável dos eventos ao seu redor, evocando uma sensação de mistério e algo além do comum.
3. Página 63-64: "Ocorreu-me (precariamente) que talvez se tratasse de seres de outra natureza, de outro planeta... Quinta hipótese: os intrusos seriam um grupo de amigos mortos; eu, um viajante, como Dante ou Swedenborg, ou senão outro morto..."
Aqui, o narrador especula sobre a natureza desconhecida dos intrusos, imaginando se são seres de outro planeta ou fantasmas, intensificando o mistério e a presença do desconhecido.
4. Página 63-64: "Ocorreu-me (precariamente) que talvez se tratasse de seres de outra natureza, de outro planeta... Quinta hipótese: os intrusos seriam um grupo de amigos mortos; eu, um viajante, como Dante ou Swedenborg, ou senão outro morto..."
Este trecho expressa as especulações do narrador sobre a natureza desconhecida dos intrusos, imaginando-os como seres de outro planeta ou fantasmas.
5. Página 111: "Os emissores vegetais — folhas, flores — morreram após cinco ou seis horas; as rãs, depois de quinze... Pressentia horríveis transformações na mão."
O narrador descreve uma estranha sensação de transformação em sua mão, evocando uma sensação de estranhamento e medo do desconhecido.
6. Página 118-119: "Talvez Morel nunca se tenha referido a Faustine em seu discurso; talvez estivesse apaixonado por Irene, por Dora ou pela velha... Estou exaltado, sou idiota. Morel ignora todas elas."
Aqui, o protagonista questiona a realidade e as intenções de Morel, mergulhando em um estranho mundo de suposições e incertezas sobre o que realmente está acontecendo.
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