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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PRÓXIMA PARADA: o desapego a partir das compulsões saudáveis cotidianas, substituir o osso pelo caroso

A resposta emocional em forma de conflito não ocorreu de forma intensa. Não houve nenhuma resposta significativa de uma emoção desconfortável, nem uma batalha interna contra ela. O estímulo foi de baixo grau. O apego às emoções e pensamentos diminuiu, a técnica de "deixar passar" está sendo menos usada, os pensamentos obsessivos diminuíram e a necessidade de beber água também está reduzindo, com intervalos maiores entre os copos. 


A paranoia, que chamo de "paranoia Bentinho", está mais tolerável, ocorrendo em segundo plano e sem muito efeito. O estímulo da manhã incentivou uma atividade crítica recreativa. A resposta foi uma sublimação, resultando na construção de um texto sem violência linguística, mas com uma certa arrogância e intolerância à própria ideia defendida no início do texto. Isso indica um pequeno conflito emocional, que, embora pequeno, requer cuidado com a inflamação que pode levar à generalização, uma atitude mais defensiva e difícil de dissolver. 


Presumo que a generalização e a inflamação sejam causadas pelo apego a uma crença, ideia ou valores. É evidente que a cultura molda o pensamento e que essa mesma cultura pode influenciar pensamentos obsessivos. No entanto, ainda não está claro como lidar melhor com essas "ondas gigantes no meio do oceano". Navegar por elas é difícil, e as manobras mais populares vêm da abordagem cognitivo-comportamental, que é mais fácil de encontrar e testar na internet.


Não encontrei técnicas para lidar com essas questões a partir de abordagens psicanalíticas, humanistas e outras. Para mim, essas abordagens são como burgos fechados e exclusivos. Talvez respondam de forma específica para cada organismo psíquico, de maneira mais mística que alquímica. Outro ponto que torna esses procedimentos exclusivos é a restrição de publicações de casos, livros muito caros e artigos abstratos, sem detalhes sobre a metodologia clínica ou ferramentas usadas. Normalmente, apresentam apenas a história do paciente como introdução e depois a conclusão, sem detalhes do processo, o que não ajuda muito quem não tem acesso aos serviços de saúde psíquica.


Por essa razão, optei pela abordagem cognitivo-comportamental devido ao grande número de casos publicados e à facilidade de encontrar seus métodos e ferramentas. Mesmo assim, não garanto que minha prática seja isenta de charlatanismo. Embora tenha funcionado para mim, recomendo que, se possível, procure um tratamento psicoterapêutico profissional, onde o terapeuta poderá sugerir técnicas mais adequadas e menos obsoletas.


Considere também os riscos. Minhas técnicas podem gerar mais conflitos emocionais e não há como mensurar isso com precisão. Existem também aspectos inconscientes a serem considerados. Portanto, não recomendo seguir meu método, pois ele não é adequado nem testado por psicólogos formados. Sou apenas um inutile-dilettante, e minha técnica é baseada em literatura.


Acredito que outros fatores, como ter terminado o estágio no hospital e ter mais tempo livre, contribuíram gradualmente para um relaxamento do estado de alerta que condiciona a ansiedade e leva à hiperatividade cognitiva. Um relaxamento, como durante o período de férias, também ajudou nesse processo, assim como o esforço contínuo para assistir a filmes, mesmo com dificuldades de concentração. A insistência foi essencial. Persisti apesar dos sentimentos e não lutei contra eles; senti-os plenamente até que deixaram de ser sentidos.


Considerando também a medicação, sem a qual meus esforços seriam insignificantes, aconselho cautela no uso de medicamentos, pois é difícil parar de usá-los. Psicoterapia e medicação têm efeitos semelhantes, mas, como não posso pagar pela primeira, optei pela segunda. Atualmente, estou refletindo sobre o apego a ideias, valores e pensamentos. Minha próxima jornada será praticar o desapego, além de começar a praticar um esporte.

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