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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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OBSERVAÇÃO SOBRE UM EPISÓDIO MANÍACO COGNITIVO COM INSTABILIDADE EMOCIONAL E SUA RELAÇÃO COM A DESSENSIBILIZAÇÃO SISTEMÁTICA
A situação descrita assemelha-se a um episódio de mania, não de natureza comportamental, mas cognitiva, que parece não afetar significativamente as emoções. As emoções já se encontram plastificadas devido a crenças não compartilhadas, que também possuem características maníacas no campo linguístico. Observa-se uma tendência de repetição de discursos e insultos, sempre com o mesmo comportamento e questões, o que indica uma instabilidade emocional.
Horas atrás, o indivíduo experimentou um momento de destaque, sentindo-se no auge. No entanto, algumas horas depois, as vozes internas começaram a chamá-lo de "burro", o que o fez sentir-se mal, embora ele tenha superado esse estado rapidamente. Esse curto tempo de reação pode ser um indício de que a Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) tenha sido eficaz. Durante o relato, as vozes o chamam de "babaca" e ele não demonstra nenhuma reação emocional, indicando uma possível dessensibilização aos insultos.
Essa observação é intrigante, pois estava refletindo sobre o efeito do apego e como estar apegado pode gerar mais sofrimento, criando um ciclo vicioso. O efeito do apego parece ter diminuído. Mesmo que possa parecer irresponsável, hipotetizo que submetê-lo a ouvir insultos, sejam verdadeiros ou falsos, sobre sua identidade, provavelmente não geraria grandes reações emocionais. Isso se alinha ao conceito de plastticismo-apático, resultado da Dessensibilização Sistemática.
Os pensamentos intrusivos que provocam uma resposta emocional são condicionados à repetição, enquanto aqueles que são simplesmente “deixados passar” tendem a diminuir em frequência. Esse fenômeno pode ser compreendido através da abordagem de "Aceitação e Desengajamento Cognitivo" (ADC). A prática contínua dessa abordagem é essencial, pois não é fácil não reagir.
O impulso pré-linguístico que caracteriza o pensamento intrusivo age de forma instintiva e pode ser condicionado à reprodução de ideias e focos necessários, desde que haja direcionamento adequado. Propomos a seguinte experiência: exposição a conteúdo televisivo, seguida do treinamento de desengajamento cognitivo, aceitação e compromisso, e finalmente, direcionamento. É crucial que os estímulos sejam gradativos. Acredito que essa abordagem pode ajudar a direcionar e focar o cognitivo.
Parece que a questão central é sobre a reatividade aos estímulos; nem tudo precisa de uma reação. A mania nas questões externas e internas se alimenta da reação. Há uma relação entre a reatividade nas redes sociais e nas questões cognitivas. O apego aos sentimentos e pensamentos obsessivos leva à repetição desses pensamentos. Quando não reagimos e não nos apegamos aos pensamentos obsessivos, eles tendem a diminuir. Isso também está relacionado ao foco: onde você se fixa quando reage ou se apega? O exercício sugerido é "deixar passar".
Uma boa noite de sono é essencial para a recuperação e o aumento da disposição, sendo fundamental para o controle de não reagir, não se apegar e manter o foco. A prática da meditação também é benéfica. Deitar, ouvir música e permitir que os pensamentos criativos fluam, como se imaginar em uma apresentação em um festival musical, pode servir como um estímulo para a produção de mais pensamentos dessa natureza, apesar de alguns não concordarem com o termo "theatricum da performance".
Ainda não implementamos o exercício do theatricum, mantendo-o em espera para testes futuros, pois os sujeitos talvez não estejam prontos. Isso é indicado pelo pequeno grau de foco observado até agora, sendo importante desenvolver o foco com a música ou uma assimilação mais centrada na melodia. Assistir a conteúdos criativos na televisão também contribui para o estímulo de pensamentos "comentaristas" ou até mesmo críticos. No entanto, o exercício central reside em não reagir e focar através da atribuição de sentido aos pensamentos, considerados por mim, hiperativos.
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