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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

BANHO COMPULSIVO: passar o sabonete em casa canto do corpo

 Nada melhor que um banho, ritual sagrado,

Com a barra de sabonete, o corpo é purificado,

De cima a baixo, cada canto é tocado,

Entre as nádegas, o cuidado é redobrado.


Debaixo d’água, o sabonete se renova,

Passa pelo rosto, a pele se aprova,

Nas genitais, a limpeza é minuciosa,

O mesmo sabonete, em sua função rigorosa.


O sabonete bom é aquele que brilha,

Acima de cinco reais, a pele é sua filha,

O resto, sal de cáustica, resseca e machuca,

Irrita a pele, a suavidade ofusca.


Limpe bem a bunda, o conselho ecoa,

De tradição em tradição, a higiene ressoa,

No banho, a alma e o corpo se renovam,

Com o sabonete certo, todos os males se afastam.

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