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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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SEM POESIA: o diário de um neurótico? II
Já faz um tempo que não sonho com sujeira. Recentemente, sonhei que trabalhava em um prédio dedicado a serviços estéticos. Durante uma caminhada para almoçar, avistei de longe o imponente edifício de quase 200 andares, quase uma torre. Na fachada, um outdoor rosa exibia uma mulher negra segurando um batom vermelho. De repente, um estrondo ecoou e um jovem ao meu lado comentou: "Acho que a caixa d'água do prédio vazou", situada no último andar, perto do outdoor.
Saímos correndo para evitar a inundação de água suja. À distância, vimos o prédio desabar para trás, em nossa direção. Corremos ainda mais até alcançar um espaço com um teto alto, lembrando o de um circo sobre um ginásio. Voamos até o topo e conseguimos escapar da água suja, mas eu caí, segurando-me em uma corda preta. Ao chegar ao topo, acabei no fundo de um esgoto.
Preocupada com a possibilidade de monstros, só conseguia ouvir sons semelhantes ao de uma baleia, ecoando nas profundezas do esgoto. Abri os olhos e vi a água marrom, atravessada por raios de luz, criando sombras suaves. Fechei os olhos e rezei para acordar, consciente de que estava sonhando. Senti-me como um policial lidando com toda aquela sujeira, temeroso dos monstros que poderia encontrar.
Sentei com as pernas cruzadas, observando a água do esgoto e os sons, meditando ocasionalmente, esperando o momento de despertar. E então, acordei. Sem entender nada.
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