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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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PACIENTE LUTHROM
Objetivo: Este relatório destina-se a documentar e analisar o progresso do paciente Luthrom após a introdução de uma técnica cognitiva específica para o controle de pensamentos intrusivos e obsessivos.
Introdução: O paciente Luthrom relatou uma significativa redução em pensamentos obscenos após a aplicação da técnica mental recomendada. A técnica, que se originou das práticas modernas de terapia cognitivo-comportamental, particularmente do método conhecido como "mindfulness" ou "atenção plena", consiste na repetição mental da frase "deixe passar" sempre que tais pensamentos intrusivos surgem.
Métodos: A técnica de "deixe passar" foi introduzida ao paciente como uma forma de reposicionamento cognitivo. Esta abordagem visa alterar o sistema psíquico através da repetição constante, condicionando a mente a lidar com pensamentos intrusivos de maneira não reativa.
Resultados: Observou-se que, ao aplicar consistentemente a técnica, o paciente desenvolveu um novo padrão de resposta cognitiva. Os sonhos de Luthrom, anteriormente carregados de conteúdos assediativos, tornaram-se menos perturbadores. Essa mudança sugere que os atos inconscientes de invasão de privacidade e assédio verbal, pelos quais Luthrom se culpa, foram internalizados e projetados em seus sonhos. Em seus sonhos, ele experimenta o papel de sua vítima, reforçando a teoria de que sentimentos de culpa e remorso influenciam seu estado onírico.
Discussão: Luthrom revelou ter desenvolvido uma paixão obsessiva por suas vítimas, resultando em invasões de privacidade que agora ele reconhece e se culpa. Aceitando e acolhendo esses pensamentos intrusivos, que anteriormente causavam desordem emocional e distorções cognitivas, a culpa diminuiu significativamente. Esta aceitação parece ter reestruturado sua percepção cognitiva, tornando as alucinações auditivas, características de sua esquizofrenia, mais toleráveis. A intensidade emocional que exacerbava as vozes esquizofrênicas foi reduzida, permitindo uma melhor assimilação dos sintomas.
Conclusão: A técnica de "deixe passar" demonstrou ser eficaz na redução da intensidade dos pensamentos intrusivos e na diminuição das alucinações auditivas associadas à esquizofrenia. A aceitação dos sentimentos pré-linguísticos e a reestruturação cognitiva emergente permitiram que Luthrom lidasse melhor com seu delírio auditivo, tornando a dor mental mais suportável. A observação contínua será necessária para compreender completamente como esses "relâmpagos da mente" podem alterar as "ondas dos seus oceanos" psíquicos.
Recomendações: Recomenda-se a continuidade do monitoramento do paciente para avaliar a eficácia a longo prazo da técnica e possíveis ajustes necessários para otimização do tratamento.
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