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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

OBSERVAÇÃO DO OBSERVADOR

 As vozes na mente do Dr. Mico-Leão-Dourado remetem ao cyberbullying, ecoando as características dos comentários abusivos, mas estão dentro de sua cabeça. Ele sabe que precisa desenvolver práticas para ignorá-las e dar-lhes pouca importância, mas não sabe como começar. O autocuidado é essencial, e ele reconhece a necessidade de olhar mais para si mesmo, sentir seus sentimentos e buscar expressá-los.


Ele sente tristeza por não conseguir lidar tão bem com as vozes. Essa tristeza persiste, deixando-o sem saber se deve sair desses sentimentos ou aprofundar-se neles, já que não parecem ter muita profundidade. A dificuldade em lidar com isso aumenta sua tristeza.


Para manter a concentração, ele tenta desenvolver um diálogo com as obras que consome, marcando frases em livros que o deixam feliz, conversando e fazendo comentários telepaticamente com filmes. Tudo isso é uma tentativa de desviar a atenção das vozes, mas parece que ele está usando esses meios para respondê-las e trocar ofensas. Para se conectar mais com o Cthulhu, ele assiste a filmes com temática mais leve, evitando animar o ódio e a vontade de revidar.


Ele considera que essas vozes externas podem ser uma cisão do ego, podendo, portanto, tratá-las como sujeitos e pessoas. Ele reconhece que trocar ofensas com essas vozes não é um bom comportamento, sendo cansativo, embora em algumas ocasiões possa ser engraçado. Esse diálogo parece ajudar a compreender o filme, algo que antes ele não conseguia, e também parece diluir suas emoções com as emoções do filme.


O sentimento de tristeza que surgiu por não se sentir compreendido, pois as falas não refletiam o que de fato ele gostaria de falar, parece estar ausente neste período. Ele sente um alívio. Está pensando em praticar meditação conjunta com a respiração diafragmática, mas o sono tem sido um grande aliado. Ele sabe que precisa de disciplina e de exercícios.


Os pensamentos obsessivos diminuíram, e a tolerância para captação de ruídos também melhorou. Há uma maior tolerância para os ruídos e supostas vozes que se filtram nesses ruídos. Ele não exclui a importância de um esporte, reconhecendo que atividades físicas podem ser benéficas.

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