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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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DIÁRIO DO OBSERVADOR III
Hoje, durante a observação dos pacientes psicóticos, o dia transcorreu de maneira relativamente comum. Um tema que tem sido amplamente discutido é a dificuldade com a intimidade sexual. Esta questão foi levantada por um paciente de grau neurótico na última sessão, que questionou se isso poderia ser um efeito colateral da medicação. O médico assegurou que não era o caso.
O paciente, sem compreender completamente as razões psicológicas naquele momento, deduziu que o fluxo de pensamentos durante momentos íntimos poderia influenciar, positiva ou negativamente, sua experiência. Sugeri a ele a técnica que recomendo a todos: "deixe passar" ou, quando surgirem pensamentos intrusivos, rotule-os mentalmente como "olha aí o ser timidez".
Suspeito que não seja apenas o fluxo de pensamentos, mas também a relação do indivíduo com esses pensamentos, que pode ser influenciada pelo aumento do fluxo sanguíneo e da pulsação cardíaca durante a relação sexual. Esse aumento pode levar a uma ansiedade maior, na busca pelo orgasmo, e a um consequente aumento dos pensamentos intrusivos, que reduzem o prazer. Para isso, algumas técnicas da terapia cognitivo-comportamental podem ser úteis, especialmente a prática moderada de atividade física.
Pretendo discutir essas questões na próxima reunião e observar os resultados.
Além disso, observei que o interesse nas Olimpíadas diminuiu os pensamentos intrusivos, talvez devido à expectativa e à importância cultural do evento. Hoje, não houve queixas significativas. Luci, por exemplo, manifestou pensamentos sobre um futuro relacionamento e a possibilidade de ter filhos. Ela considera a contratação de uma barriga de aluguel para implantar seu óvulo fertilizado por um esperma de banco. Embora reconheça o custo elevado, ela acredita que conseguirá realizar seu desejo, motivada pelo receio de deixar seu patrimônio para o governo.
Luthrom, além de enfrentar problemas íntimos, parece estar lidando com a ideia de gostar de uma pessoa que julga ser muito chata. Ele tenta se convencer de que não deveria ter um relacionamento com ela, muitas vezes brincando enquanto assiste à TV, dizendo "essa me parece ser chata, não casaria com ela", como se dependesse apenas de sua escolha. Ambos os pacientes apresentam contradições em suas percepções e atitudes, embora de maneiras diferentes.
Continuaremos observando e analisando essas questões nas próximas sessões.
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