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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

DIÁRIO DO OBSERVADOR I

 Hoje, as vozes foram quase imperceptíveis, pelo que reparei. Houve um bom sono e não se ouvi muitas coisas. No sonho, narram, uma água barrenta invadia a casa, do quintal até a área verde debaixo da lage. Notei que as vozes não toleram a pobreza linguística, cultural, lógica, nutricional, fonológica, neurológica, entre outras.


Descobri que em outros países latinos há o uso de fluoxetina. Anteriormente, escrevi que ela leva à hiperatividade mental e ao aumento de pensamentos intrusivos. Agora percebo melhor e digo que ela promove o equilíbrio da obsessão mental, mesmo com pensamentos intrusivos. O aumento da serotonina resulta em maior excitação, inclusive durante o sono.


Já o lítio, suspeito que tenha levado à falta de concentração e ao surgimento de obsessões mentais e hiperatividade, interpretadas como aumento de pensamentos intrusivos e agilidade na atividade cognitiva e imaginária. Ou seja, a produção mental se acelera, com mais pensamentos e imaginações.


Com a ajuda da risperidona, houve um equilíbrio. O controle da hiperatividade mental melhorou, assim como as maneiras de lidar com obsessões mentais. O foco pode ser melhor direcionado, sugerindo que a pessoa imagine a cena da narrativa ou faça comentários mentais conforme a narrativa se desenrola. Isso é como dialogar com o objeto externo e direcionar a energia para uma relação e troca em tempo real. A risperidona ajudou nesse mecanismo, embora pensamentos distorcidos ainda possam surgir e atrapalhar a relação com o objeto.


Propõe-se um estudo sobre análise e hiperfoco da narrativa através de videogames contemporâneos ou esportes de alto impacto. O uso de água ajudou no equilíbrio químico, diluindo substâncias no sangue e melhorando o metabolismo, resultando em maior eficiência na estabilização do humor e no manejo das obsessões e hiperatividades mentais.


Nitidamente, a psicose não é o problema. Luthrom e Luci pararam de reclamar de suas vozes, dizendo que ignorá-las é fácil quando não se desenvolve um relacionamento com elas. Sugere-se quebrar a base referencial de identidade que sustenta essas vozes. Isso não significa alienar-se delas, mas evitar que tenham efeito sobre você, associando-as à ideia de que não são ninguém, são de outro planeta ou até mesmo que estão mortas. O lado espiritual contribui muito para isso. Buscar uma atividade religiosa é uma alternativa saudável, assim como beber água e praticar esportes que estimulem a funcionalidade e autonomia.


Por enquanto, seguimos com o tratamento com lítio para estabilização do humor e diminuição de acessos de raiva e explosões. Cogita-se substituir lítio, risperidona e fluoxetina por aripiprazol.

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