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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

EFFECTUS CANUS: um efeito ou uma palavra vazia?

Se observares um grupo imbuído dos ideais da esquerda, contemplarás conflitos, rotatividade e divergências – coisas que considero salutares. Em contraste, num grupo de ideários da direita, reina a monotonia de uma câmara de eco. A pergunta que se impõe é: por que, no seio do movimento esquerdista, proliferam os conflitos, a rotatividade e as divergências, enquanto, na direita, tal dinâmica não se verifica? A isso denomino de Effectus Canus, pois é patente que a democracia vibra com vida no primeiro e jaz estagnada no segundo.


Devo admitir que atribuo muitas coisas a esse efeito, coisas que até já me escapam à memória. 

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