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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

DE MONSTRO À METÁFORAS: passagem II

A cabeça-do-dominador é um artifício engendrado pela cultura de massa, destinado a perpetuar os valores ideológicos das culturas centrais, especialmente aqueles que tratam da conformidade social e da padronização cultural. Por meio desta ferramenta, são reforçadas as ideias de que os indivíduos devem se adequar aos padrões sociais estabelecidos, adotando comportamentos específicos, pensamentos delineados, vestimentas padronizadas e até mesmo consumindo produtos relacionados a esse instrumento de dominação.

Cogito, secundum instrumentum dominationis, ergo sum apud neoliberalismum.
 

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