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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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THEATRICUM, AINDA UMA INCÓGNITA
Entende-se, portanto, que o theatricum é um espaço mental onde se ensaia e se constrói o comportamento moral, psíquico e laboral. Mas o que determina se é um ou outro? Diga-se agora que pela natureza maior. Quando uma jovem estudante idealiza ser convidada para o Japão, para a convenção dos jovens, ela concorda que seu posicionamento moral será não aceitar, pois não sabe falar japonês e, portanto, não se sente segura a embarcar em uma viagem para outro país. Evidentemente, esse posicionamento pode mudar de uma hora para outra, sem razão aparente, daí a influência do corpo psíquico sobre o corpo moral através do theatricum.
Há muito o que se trabalhar para conseguir entender a capacidade e a influência do theatricum. Como o theatricum surge para um autor não será o mesmo que para outro autor, que conseguirá enxergar outras evidências de seus rastros. Cabe a mim apenas identificar e dizer como essas partes do corpus funcionam; é preciso muita leitura e pesquisa, tanto na história quanto na literatura. A história de Nero talvez desvende o mistério desses corpus.
A Revolução Industrial nos ensinou que a maneira como os proletários trabalharam a informação voltada para a revolução transformou o corpo psíquico em corpo laboral. Não se trata de uma dramatização cênica, mas de um espaço mental onde se ensaia e se constrói o comportamento moral, psíquico e laboral. Esse pensamento, que pode surgir em imagens ou palavras mentais, ajuda a entender como os indivíduos moldam suas ações e identidades.
Assim, quando uma jovem, em sua mente, visualiza os coordenadores do templo a convidando para o Japão e responde "Como vou ao Japão se não sei falar japonês?", ela está imersa no theatricum. Sua visão é uma imagem mental e sua resposta, uma expressão da cognição. Por enquanto, não discutimos a veracidade dentro do theatricum, mas vemos que ao recusar a viagem por não falar japonês, ela expressa um posicionamento moral, que é mais psíquico do que físico, uma manifestação de seu corpo psychicus. O cenário todo constitui seu posicionamento laborans, pois é a maneira como ela trabalha os objetos que compõem seu corpo psíquico.
Na Revolução Industrial, os proletários, ao trabalharem a informação voltada para a revolução, transformaram o corpo psíquico em corpo laboral. O theatricum, nesse contexto, é o espaço mental onde se ensaia e se constrói o comportamento moral, psíquico e laboral. Compreender esse conceito demanda reflexão e estudo, pois ele molda nossas ações e identidades de maneira profunda e sutil.
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