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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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NÃO TEM PÃO E LEITE PRA BEBER E COMER, MAS TEM CONCEITOS NO PAPEL
Antes de qualquer coisa, precisamos de um lugar, e o primeiro a se considerar é a família. A forma como concederemos esse lugar estabelecerá um hábito cultural familiar, assim como um código linguístico, expressões passadas por antepassados que configuram a hereditariedade cultural. Neste lugar, temos diferentes esferas gasosas que se atravessam e absorvem o sujeito, que é capaz de captar seus símbolos e ícones durante seu trânsito.
Ao adentrar essas esferas, o sujeito respira seus valores, práticas, normas e saberes que se incorporam em sua composição, sendo esses o corpus moralis, psychicus, laborans que dão base para o theatricum. Este theatricum pode-se inclinar para o modelo gymnasticae-athletica, outlier ou plastticismo-apático.
Na família, o sujeito é imerso em um ambiente onde valores e normas são respirados e absorvidos, moldando seu caráter e sua visão de mundo. Essas esferas gasosas representam a transmissão de tradições e conhecimentos que, ao serem assimilados, formam a base moral, psíquica e laboriosa do indivíduo. Este conjunto de valores e práticas define seu comportamento no grande teatro da vida, que pode se manifestar de diversas maneiras, desde uma inclinação para a disciplina física e mental, passando pela singularidade que desafia o comum, até a apatia plástica, desprovida de verdadeira substância.
A família, portanto, é o primeiro palco onde essas influências se revelam e se entrelaçam, criando um cenário onde o sujeito não apenas vive, mas atua, absorvendo e refletindo as heranças culturais e os códigos de sua ancestralidade.
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