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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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Frankstein
Desde a infância, identifico-me profundamente com o personagem de Frankenstein. Em minha busca por amizade, encontro aceitação apenas quando o indivíduo é cego à minha peculiaridade. Na busca pelo amor, ao encontrar alguém que parece espelhar-se em mim, sou repelido com um grito de horror, afastando-se como se eu fosse um monstro, encantado com sua "noiva". Desisto de procurar por outro ser como eu, pois é angustiante pensar que alguém mais poderia viver em condição tão terrível. No entanto, mantenho uma esperança de encontrar um camarada que aprecie minha monstruosidade, mas quando finalmente o encontro, a resposta é um lacônico "não quero". E assim, é abandonado. Curioso destino, não?
Não sei se poderia ser considerado um verdadeiro Frankenstein, afinal, minha vida não é marcada por horrores, e as amizades que não cultivei foram perdidas devido a uma alta taxa de abandono e ruptura. Minha personalidade não é das mais fáceis. Sou rotulado como inteligente, mas na verdade questiono minha própria inteligência; considerado excepcional, mas no fundo me sinto comum. Quando o amor se aproxima, faço questão de afastá-lo. Minhas ações são contraditórias, e por mais que busque alguém, seja como amigo ou algo mais, nunca parece ser suficiente, e acabo descartando.
Não sou justo com aqueles que me consideram amigo. Talvez seja uma questão de excesso ou total ausência de responsabilidade afetiva. Amar é mais fácil do que ser amado. Aceitar que alguém nos ame é conflitante, pois nunca nos sentimos merecedores desse amor. Porém, é simples aceitar que a outra pessoa seja o que é. Não espero dos outros a mesma postura, pois a considero genuinamente minha. Talvez eu seja um monstro em relação a mim mesmo. Talvez tenha me transformado em um monstro.
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