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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

CELULAR DE BOSTA, TECNOLOGIA INSUPORTÁVEL

 O que esses malfeitores querem? O caminho querendo ou não é a evolução e sem poder financeiro não há como pecar. Não há como, digo e faço da força a palavra. Se eu pudesse viveria em uma montanha, porque o que estressa não é a vida o que estressa é essa corrida por posses e bens materiais onde se escreve que para ter uma graduação você precisa ter tecnologia, que para ter um emprego você precisa de tecnologia. A tecnologia parece ter vindo para destruir o ser humano por meio do próprio ser humano, porque as pessoas usam a tecnologia para colocar outra pessoa em defasagem caso não fosse isso todos teriam acesso ao mesmo potência tecnológico, mas existe uma disparidade na própria distribuição dos bens tecnológicos. Alguns possuem pouco conhecimento e tornam seus aparelhos mais lentos, sem chance de poder fazer um upgrade de seu hardware ou software, alguns nem tecnologia possuem, digo, referente a softwares atuais e hardwares não obsoleto. O acesso a tecnologia é desigual e se a função da vida fosse de fato a evolução existiria tecnologia de ponta para todos. Existiria serviços baratos para o conserto e atualização dos aparelhos tecnológicos, mas ninguém segura a mão de ninguém, todos querem está a frente dessa corrida e para isso é necessário determinar ou condicionar que alguns fiquem para trás. Paradoxalmente você pode evoluir de modo emocional e psíquico se não tiver o estímulo constante da tecnologia. Por uma lado ela agiliza e por outro ela atrasa. Você pode ter um maior desenvolvimento espiritual se não usar tanto a tecnologia. A disparidade tecnológica gera raiva, emudecimento, impaciência, intolerância, violência, porque ninguém se sentirá bem se tiver os movimentos retraídos, tornados lentos. Desapegue da tecnologia, volte-se para si mesmo. Agora meu celular está travando, não está acessando velozmente os aplicativos que mais uso e não está permitindo que eu desfrute de uma boa música que me acalma. De forma alguma, neste momento, posso trocar de celular. O estágio que faço, estou prestes a sair, porque está me estressando, embora eu não faça nada, a pouca convivência ligeira com as pessoas me é insuportável, eu não consigo não ser esponja, tão pouco filtro e ainda menos observador. Consigo conviver com as vocês na minha cabeça, mas não consigo suportar a convivência com as pessoas sabendo o que elas são e ter fingir que elas são o contrário do que ocultam, embora esteja nítido que o que elas fazem é falso e forçado. Eu poderia ficar no estágio, juntar o dinheiro por dois meses e comprar um celular a vista, mas me falta amadurecimento, eu pensei que tivesse, mas não tenho, consigo segurar bem enquanto estou na frente das pessoas, sorrindo e acenando, mas quando chego em casa desmorono em uma onda de raiva ou tristeza. Não sei fingir por muito tempo, não sei sustentar o que não é verdadeiro por muito tempo, na verdade não consigo suportar nada que venha de outra pessoa, às vezes não suporto minha própria família. Eu me arrisco demais. Eu largo, seguindo os sinais do meu próprio corpo. Se estou estressado é porque esse lugar não é pra mim e estou fazendo forçado e portanto mal-feito, feito. Não estou me dedicando. Não estou sendo verdadeiro. Mas hoje que faltei, dormir até de tarde e fiquei bem. Quando acordei lir Lovecraft e escrevi dados para um estudo que vou publicar quando o dia chegar. Estou apostando alto. E me sentir bem hoje por ter feito o que gosto, análise dos contos do Lovecraft. Mas me estressei muito por não conseguir arrumar meu celular. Ouvir música e a raiva passou. E fiquei pensando em quem ganha com isso, malfeitores ou benfeitores? Não estou prejudicando ninguém, talvez eu esteja me tirando possibilidades. Estou tacando o foda-se. Talvez eu me desenvolva mais neste tempo que eu ficar fora do estágio. Tanto uma coisa como outra é um saco. Queria ser um vampiro e dormir por mil anos, deixando meu dinheiro render enquanto durmo e depois acordar e comprar tecnologia. Que idiotisse. Aaaaaaaaaah! Voltar pra mim é mais difícil. Odeio parágrafos. Parabéns pela cocada.

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