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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Sujo

 Em vestes largas esportivas que nunca usou para o atletismo, o feio gordo, com as genitais mais florestais que a mata atlântica, peida, caga e caga mal. Suja a nádega esquerda com um tolo de bosta que grudou na bunda, não tendo a opção de uma pia próxima molhar um pouco o papel higiênico e esfregar as nádegas para tirar o coco. Usa muito mal o papel higiênico, pois não limpa inteiramente o cu, por preguiça, pensa, chegando em casa eu lavo os equipamentos direito, mas é mentira, esfrega o sabonete em todas as minuciosas partes do corpo, pura saldo calstica, que não limpa nada, fica sujo com o grosso suor e sujeira pelo corpo. Com suas vestes esportivas envelhecidas fuma um cachimbo no quintal de uma casa dos distritos portuários, pobre. Fuma de modo infantil, brabo com alta cadência, chega a garganta arde, mas se orgulha por não arder a ponta da língua. Faltava uísque, Chivas azul, como de uma garrafa de um pirata para combinar com ilegalidade do acabamento em madeira do cachimbo, em tons ilegível mercador dos mares obscuros. Nessa maré brava ele consegue enfrentar as vozes de seus delírios psicóticos. Não é exemplo para qualquer um, mal serve de modelo para os eruditos ultra controladores. Ele é porco, por mas que digam que ele nunca foi assim, ele sempre foi. Comendo peixe em seu barco e fedendo a peixe podre do bafo às roupas. "Que gente doida, fica se comparando a mim. Fulano de tal haje como você, fulano de tal faz algo como você", mas ele é porco fora das regras morais, longe do moralismo. 

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