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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: algumas coisas

Maldade Em Pessoa:

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 24 de agosto de 2021.


Meus diários:


"O discurso de ódio e da maldade é o mesmo, sempre cheio de maquiagens que falham em cobrir o rosto de todos que cantam no coral de hienas. Uma luta constante desta criatura em saber como aplicar a palavra mal ou mau, como se mau fosse evitado em todas as situações em quais só essa palavra caberia. Vírgulas que denunciam a carranca do diabo, pontos que extrapolam e gritam libertos. Todos os acordes que soam sem denunciar aparição ao próprio músico de mau intenção. A maldade está ali, esperando para isca do falso discurso sensibilizado fisgar, para então se libertar do seu manto e revelar sua verdadeira face.


Aquela criatura, a própria ruindade em pessoa, dirá com uma feição de incógnita e um olhar penoso sínico: - Realmente pensa imagem tão má de mim? - E a resposta sendo sempre muito nítida daquele a quem se dirige: - Má ainda é muito pouco para tudo que você é. Você demanda, como uma autocrática maníaca, o manicômio à toda vida de artistas amadores quais julga, por absolutamente nada, produzir obras que resultam de uma deformação mental perturbadora. Você os dirige ao emudecimento com promessas e posturas lisonjeiras, tramando pelas costas para tirar seus movimentos. Se empenha para fazer de tudo o que dizem incompreensível, sem sentido e nenhuma razão. Disso se fez o seu teatro e tragédia, quais orquestra vendendo palavras vazias e inexistentes.


Se engana quem pensa que no mundo ruindo esse palhaço fantasia como se estivesse em uma bela platéia onde a atração principal é ele, o perturbado no palco. Porque o mundo não é sem alma, você que é cruel e sem alma. Vocês que vieram até aqui, o palco nunca esteve em local público. Se tirássemos todos como você, o mundo ficaria leve. Por isso é tolice dar uma outra imagem a quem não tem absolutamente nada diferente a oferecer. O problema sempre esteve ali, odiar por odiar, matar o estranho e invasor para se livrar do perigo de sua existência. Então, odiar por ódio e odiar por odiar também está sendo o combustível dessa trama, narrativa, personagens. Se tiver alguém quem odiar, odeie. Não a nada mais verdadeiro que o ódio.".


Hashtag, ficaram interessados nos textos do meu diário. Então pega aí, diablos.


Escrito quase original, parte de uma folha de um diário, redigido em 24 de agosto de 2021.


"Minha caneta não faz mais efeito algum sobre este redigir invisível, e eu não poderia deixar uma trilha se quer com minhas pequenas estrofes. Mesmo que tivesse disposto a abrir mão de minhas verdades íntimas, não haveria nem perto o número suficiente para as repousar no chão, além do fato delas serem tão pequeninas que poderiam desaparecer de vista no mesmo instante em que seriam deixadas para trilhar. Procurei, então, pelo meu bloco de notas envelhecido e esquecido no bolso há muito tempo, suas páginas já devem demonstrar invalidez, visto que jamais foi escrito algo sobre ela, um mero toque poderia certamente hoje a rasgar, suas cinzas serviriam para serem deixadas como trilhas, mas buscando agora angustiadamente em meu bolso, um ar frio me transpassou, pois o bloco já não estava mais lá. Agora noto que não há evidências de existência de bloco nenhum, talvez nunca existiu. Começo a pensar na chance de fazer uma trilha com o metal que está a minha disposição, mas obviamente impossível rasgar metal fino nesse mundo que parece aprova de sua decomposição, e nem mesmo meu traje serviria para desenhar uma trilha. Na atmosfera peculiar desse mundo eu não poderia abrir mão com segurança do meu uniforme, jeans resistente aos efeitos e riscos das máquinas de vapor, quais mais tarde estarão me esperando no meu explorado ofício. Como então vou registrar até onde cheguei? Optei, por fim, não marcar mais nada. Mas sim seguir em frente.


Enquanto tudo isso durou é óbvio que foi um trabalho muito lento, tão lento a ponto de enlouquecer uma pessoa, já que tinha de determinar tudo com o que se via, e as chances de erro eram infinitas; mas acreditei na minha intuição cegamente e até o último suspiro, considerei que sempre mais adiante valeria a pena desmascarar esse mistério de horror e suas razões verdadeiramente monstruosas, maligno.


Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 14 de maio de 2022.


Gostaria de ter escrito mais sobre a natureza deste delírio, mas não sei onde podem existir lacunas e até onde posso contribuir como um discurso aberto, já que a abertura deste documento pode servir para outras reflexões. Não suspendo a possibilidade de que este tenha sido um episódio esquizofrênico, nem suspendo a possibilidade de que seja o reflexo de um tumultuoso tumulto emocional. O que posso dizer é que ouvia estas vozes como se fossem a conversa de um vizinho. A última vez que as ouvi em voz alta foi antes do dia da Paixão de Cristo, portanto, 14 de abril. A atividade destas vozes era rir de praticamente tudo o que eu fazia, bem como me chingar como burro e preto (embora me fizessem fazer uma redação telepática, sentir que burro e preto são ótimas e orgulhosas qualidades para se ser), uma conduta semelhante à dos antagonistas do Jogo do Tormento, acrescentando uma perspectiva extra. Eles estavam sempre dizendo algo que eu não esperava ou que eu menos pensava, eles soavam como a voz de outra pessoa literalmente. O timbre deles não era propriamente das pessoas apontadas, minha antiga sombra, mas era o timbre que eu tinha dela em minhas memórias, eu sei disso porque comparei o áudio com o que eu estava ouvindo e não encontrei semelhanças. Cheguei a pensar que estas vozes representam a imagem do leitor, que é algo que todo escritor constrói e é bem diferente do próprio leitor. A imagem do leitor que eu tenho é aquela que critica, que chicoteia, que é muito exigente, além de ser conservador. Acho que escrevo para uma classe conservadora para que eles tenham um choque, como tiveram estas vozes com meus hábitos e minhas formas. Tudo isso começou após a publicação de minha primeira monografia. Sentir que recebi uma referência e uma mensagem completamente sem piedade dizendo eu não sei escrever, não sei fazer uma pesquisa, não sei fazer um caminho de pesquisa, cito coisas erradas para refutar um grupo de Hipopótamos, sobre essa última não há verdade, basta ler a monografia. Quanto a escrever de uma maneira completamente não padronizada, essa é minha assinatura, se alguém se incomodar deve refutar diretamente o conteúdo em qualquer ponto que não concorde ou julgue errado, é assim que se faz uma rotatividade.


MESMA DATA, PARTE II


Acho que seria melhor conversar sobre isso, mas vou tentar escrevê-lo para poder começar a pensar no que vou dizer ao Hipopótamos.


É interessante pensar no que havia antes o percurso dessa jornada começa em novembro de 2019. Porque antes de tudo que aconteceu em 2021 havia o Chatango, um lugar onde muitas pessoas faziam o que deu base para as linhas dos antagonistas do Jogo do Tormento, não excluindo a influência dos memes do WWW. Mas naquela primeira temporada, 2019, o Chatango era maior que o WWW e neste chat os valentões facilmente ridicularizavam de graça qualquer um que lá estivesse.


Voltei ao Chatango logo quando terminei a terapia cognitiva comportamental, ou seja, no início de novembro de 2019 e comecei a freqüentar muito o chat, lá comecei a pensar que certos usuários eram você-sabe-quem. Tive contato com diferentes conteúdos de conversas do tipo "marcar território", típico discurso de valentão.


Foi a partir de 26 de julho de 2020 que a página WWW tomou o lugar do gigantismo do Chatango. Sentindo nessa época que os discursos de bravura e repressão do Chatango podiam está sendo reproduzidos pelos memes. Toda essa personalidade estruturada de Miriam, uma representação psíquica de você-sabe-quem, se fez assim.


No mês de maio de 2021, tudo começou a se relacionar com a Patrulha de Iminência, que é um grupo de Hipopótamos que secretamente conspiram contra mim, assim como eu sinto, este grupo de Hipopótamos são pessoas ligadas à página WWW. Na teoria da Patrulha de Iminência, após a divulgação da caixinha com as palavras de maldito, este grupo foi conversar com você-sabe-quem sobre a mensagem da caixinha e essa pessoa enfureceu-se e decidiu se vingar por meio de uma perseguição devido o conteúdo escrito na caixinha. E daí está feito o delírio.


Observação: O Vlad é um ambiente de intolerância e de intimidação por parte dos valentões virtuais.


Uma pergunta válida que me fizeram:


Nas crises tem alguma voz que você não sabe quem é e de onde veem que lhe deprecia? Sim, têm. A do Alex(andre) e da Luciana, são vozes que não me recordo ter ouvido alguma vez.


Conversaria abertamente em uma terapia em grupo com os envolvidos e particularmente com os interessados.


Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 9 de maio de 2022.


A jornada que faz o jogo do tormento começa no começo de novembro de 2019 e nesse período que se constrói a personalidade dos principais vilões. Tal que é a do típico valentão que intimida, ridiculariza e reduz o outro a algo insignificante. Até então esses vilões são paralelos e não possuem uma identidade própria, uma hora falam de um jeito e outra hora falam de outro jeito, uma hora usam determinada máscara e outra hora usam outra determinada máscara. No mês de julho de 2020, após o dia 26, esses vilões passam a fazer parte de um grupo chamado Patrulha da Iminência e ainda sem uma identidade definida eles perambulam constrangido, ofendendo e reprimindo as pessoas que eles classificam como monstruosas. No dia 16 de maio de 2021 esses vilões ganham rosto, nome, voz e se apresentam na figura de um doutor, um minotauro


Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 14 de maio de 2022.


A jornada que faz o jogo do tormento começa no começo de novembro de 2019 e nesse período que se constrói a personalidade dos principais vilões. Tal que é a do típico valentão que intimida, ridiculariza e reduz o outro a algo insignificante. Até então esses vilões são paralelos e não possuem uma identidade própria, uma hora falam de um jeito e outra hora falam de outro jeito, uma hora usam determinada máscara e outra hora usam outra determinada máscara. No mês de julho de 2020, após o dia 26, esses vilões passam a fazer parte de um grupo chamado Patrulha da Iminência e ainda sem uma identidade definida eles perambulam constrangido, ofendendo e reprimindo as pessoas que eles classificam como monstruosas. No dia 16 de maio de 2021 esses vilões ganham rosto, nome, voz e se apresentam na figura de um doutor, um minotauro e uma bruxa. Essas são as vozes que me seguem: a voz da imagem do leitor.


Datas: 4 de novembro de 2019; 26 de julho de 2020; 16 de maio de 2021..


Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 24 de agosto de 2021.


Script treinando para o caso de uma confissão:

A) 4 de novembro de 2019, retorno ao chatango;

B) 26 de julho de 2020, caixinha das 15 palavras malditas;

C) 16 de maio de 2021, começo das supostas paranoias.

O cenário é um café, Denis Calixto está de frente para sua antiga sombra e este é o diálogo:


- Em 4 de novembro de 2019 eu retornei ao uso do chatango, aquele chat que você disse para mim sair, que é um chat onde as pessoas falam anonimamente sobre suas dores e traumas. Lá eu comecei a pensar que os anônimos usuários pudessem ser você, particularmente uma moça em especial e um outro, que eu não sei seu gênero, que atendiam pelo codinome vana e realidade. Chegou o momento que esse grupo fez uma sala no Discord onde mesmo ouvindo as suas vozes em tempo real pensei que algum deles poderia ser você. Eu tinha a justificativa de que haviam softwares que mudavam a entonação e o timbre da voz. - Respirou fundo, parecia deprimido e seus olhos se encheram de lágrimas contidas:

- Em 26 de julho de 2020 o pessoal do chat fez um grupo no Discord onde lá me dispus a escrever isso no WWW. - Mostrou um print das quinze palavras malditas. Continuou: - Além de modo particular, no DM, de ter te chamado de gostosa, me desculpas por isso, e também fiz uma comparação grosseira do seu perfil com páginas adultas. E é por isso tudo que quero me desculpar e é por isso tudo que me sinto culpado pelo que eu escrevi, por mais que você diga que não saiba, isso me faz me sentir mal.

- Foi a partir de 16 de maio de 2021 que comecei a sentir que os memes da página referida eram direcionados para mim e pensei que eles, os administradores da página, haviam se infiltrado no grupo do discord ou até mesmo no grupo do chat, ou até que o já frequentassem esses lugares. Daí eu construir uma hipótese de que um grupo secreto de Hipopótamos, comandados por vocês estariam, me seguindo e me espionando e que até teriam hackeado a câmera do meu vizinho para me espionar de perto. Cheguei até pensar e sentir que você pudesse morar nessa casa do vizinho que tem câmeras e janelas voltadas para o meu corredor. Mas hoje percebo que todos esses sentimentos são inválidos e que até mesmo a hipótese de que você estaria me monitorando, junto com esse grupo via satélite, e espionando de perto dos meus pensamentos mais particulares também não é uma ideia sustentável. Mesmo assim foi o que ocasionou até esse ponto. - Ficou um tempo reflexivo e logo voltou a dizer:

- Eu sou diagnósticado com Transtorno Bordeline. Fui diagnósticado no dia 8 de outubro de 2019 por um psiquiatra que me acompanhou desde os 5 anos e depois no dia 20 de Julho de 2021 por outro psiquiatra. Acredito que você foi meu momento de delírio, psicose. Acredito que por ter me apaixonado isso se desencadeou. Espero que você entenda, mesmo não tendo como entender.

A pessoa que está na frente de Dinis tirou uma máscara, como as dos filmes do missão impossível, e revelou-se sendo o ele mesmo (seu ego) e disse:


- Você tem realmente necessidade de falar isso? Você realmente quer isso?


E o sonho-acordado terminou.



Nota de edição para o site INUTILE-DILETTANTE:

Informamos aos leitores que os capítulos do livro "PAUTA: algumas coisas" foram alterados por este blogueiro. A versão original desse livro só pode ser encontrada no Wattpad e no INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA. Infelizmente, a conta do autor no Wattpad foi bloqueada em 19 de maio de 2023 às 10:13, devido a supostas violações das políticas da plataforma. As mensagens divulgadas pelo espaço de expressão foram consideradas contrárias às diretrizes da rede. Por esse motivo, o autor transferiu seus livros para esse blogueiro e para o site INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA.

A edição realizada por esse blogueiro é intitulada "Luz Reparadora" ou "Replight".

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