Pesquisar este blog
"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
Destaques
PAUTA: algumas coisas
Sentimento? Tem sentido?
Escrito quase original, parte de uma folha de um mural, editado para este livro, escrito em algum dia de dezembro de 2021 ou janeiro deste ano.
"Quanto mais estudamos arte, menos a Natureza nos preocupa. A Arte só nos ensina dela a sua falta de conclusões, as suas curiosas crueldades, a sua extraordinária monotonia o seu caráter absolutamente indefinido. A natureza possui boas intenções, certamente, mas não pode praticá-las. Quando contemplamos uma paisagem, eu posso descobrir todos os seus defeitos. Afinal, a uma vantagem em possuir se a natureza tão perfeita, pois sem isso não teríamos arte de todo. A Arte é o nosso Nobre protesto e nosso bravo esforço para acomodar a Natureza. [...] É bem claro que a Natureza repele a Inteligência." - Oscar Wilde.
A DECADÊNCIA DA MENTIRA E OUTROS ENSAIOS. Tradução João do Rio. 1. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021.
Os fogos de artifício da meia-noite falam uns com os outros. Os lábios dos amantes fortemente recíprocos tornam a verdadeira paixão transparente no seu copo cristalino. Novos espaços num novo ano atravessados para uma espécie de significação, mística ou factual, é quando na formação do lugar o enriquecimento da mente termina com os preconceitos condicionados num panorama e vislumbre poluído por ideais capitalistas. Pois, cada lugar em que pode haver apropriação e simbolização, é um lugar como um mundo feito por/de si para que se possa amar e se amar. Mesmo que os lugares precários, vistos como espaços vazios, possam partir o vosso coração, orgulhem-se, porque sendo afetados, podem compreender que os corações são feitos para serem partidos. O belo poeta matou o literato deformado. Muito tem sido escrito sobre o que não se dar uma nome, mesmo por isso de várias maneiras e várias vezes escrevem, em tempos tão pouco sentidos, tão bem desligados em formas de plastticismo-apático, é feito à qualquer sentimento a condição de calado para romantizar somente o fim, se não pouco ou nada disso valor se tire, por mais que possam garantir belas fotos de eros em homicídio e eros ligeiro em erotismo. Acima de sentir se sobrepõe uma lógica de mercado, para sentir em calar. Cale-se. Cale-se... Cale-se... Cale-se... Cale-se. Vinho tinto de SANGUE, qual deu cor à rosa pelo conto de pássaro engaiolado. Feliz ano novo (?).
Texto pensado a partir do conto O Foguete Notável de Oscar Wilde, editora Nova Fronteira, 2019, coleção grandes obras Oscar Wilde.
Por cada um, que seja isso ouvido.
Alguns fazem-no com um olhar amargo.
Alguns, com uma palavra lisonjeira.
O cavado o faz com um beijo.
O corajoso, com um gládio.
Está acabado...
Alguns matam o que amam quando são jovens,
Alguns quando envelhecem.
Alguns estrangulam-se com a mão da luxúria,
Outros com a mão do ouro.
O mais gentil o faz com uma faca,
Porque o morto logo gela.
Alguns amam pouco,
Alguns amam demais,
Alguns vendem,
Outros compram.
Alguns cometem o ato em lágrimas,
Outros sem sequer olhar.
Para cada homem que mata o que ama,
No entanto, cada homem não morrerá."
- Oscar Wilde.
Mencionado no filme "O Príncipe Feliz" e "O Primeiro Homem Moderno".
Comentário, então, tendo em vista o beijo entre os poetas, Walt Whitman foi um covarde.
Comentários