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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: algumas coisas

 

Sentimento? Tem sentido?

Escrito quase original, parte de uma folha de um mural, editado para este livro, escrito em algum dia de dezembro de 2021 ou janeiro deste ano.

"Quanto mais estudamos arte, menos a Natureza nos preocupa. A Arte só nos ensina dela a sua falta de conclusões, as suas curiosas crueldades, a sua extraordinária monotonia o seu caráter absolutamente indefinido. A natureza possui boas intenções, certamente, mas não pode praticá-las. Quando contemplamos uma paisagem, eu posso descobrir todos os seus defeitos. Afinal, a uma vantagem em possuir se a natureza tão perfeita, pois sem isso não teríamos arte de todo. A Arte é o nosso Nobre protesto e nosso bravo esforço para acomodar a Natureza. [...] É bem claro que a Natureza repele a Inteligência." - Oscar Wilde.

A DECADÊNCIA DA MENTIRA E OUTROS ENSAIOS. Tradução João do Rio. 1. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021.

Os fogos de artifício da meia-noite falam uns com os outros. Os lábios dos amantes fortemente recíprocos tornam a verdadeira paixão transparente no seu copo cristalino. Novos espaços num novo ano atravessados para uma espécie de significação, mística ou factual, é quando na formação do lugar o enriquecimento da mente termina com os preconceitos condicionados num panorama e vislumbre poluído por ideais capitalistas. Pois, cada lugar em que pode haver apropriação e simbolização, é um lugar como um mundo feito por/de si para que se possa amar e se amar. Mesmo que os lugares precários, vistos como espaços vazios, possam partir o vosso coração, orgulhem-se, porque sendo afetados, podem compreender que os corações são feitos para serem partidos. O belo poeta matou o literato deformado. Muito tem sido escrito sobre o que não se dar uma nome, mesmo por isso de várias maneiras e várias vezes escrevem, em tempos tão pouco sentidos, tão bem desligados em formas de plastticismo-apático, é feito à qualquer sentimento a condição de calado para romantizar somente o fim, se não pouco ou nada disso valor se tire, por mais que possam garantir belas fotos de eros em homicídio e eros ligeiro em erotismo. Acima de sentir se sobrepõe uma lógica de mercado, para sentir em calar. Cale-se. Cale-se... Cale-se... Cale-se... Cale-se. Vinho tinto de SANGUE, qual deu cor à rosa pelo conto de pássaro engaiolado. Feliz ano novo (?).

Texto pensado a partir do conto O Foguete Notável de Oscar Wilde, editora Nova Fronteira, 2019, coleção grandes obras Oscar Wilde.

Texto pensado a partir do conto O Foguete Notável de Oscar Wilde, editora Nova Fronteira, 2019, coleção grandes obras Oscar Wilde


"No entanto, cada homem mata o que ama.

Por cada um, que seja isso ouvido.

Alguns fazem-no com um olhar amargo.

Alguns, com uma palavra lisonjeira.

O cavado o faz com um beijo.

O corajoso, com um gládio.

Está acabado...

Alguns matam o que amam quando são jovens,

Alguns quando envelhecem.

Alguns estrangulam-se com a mão da luxúria,

Outros com a mão do ouro.

O mais gentil o faz com uma faca,

Porque o morto logo gela.

Alguns amam pouco,

Alguns amam demais,

Alguns vendem,

Outros compram.

Alguns cometem o ato em lágrimas,

Outros sem sequer olhar.

Para cada homem que mata o que ama,

No entanto, cada homem não morrerá."

- Oscar Wilde.

Mencionado no filme "O Príncipe Feliz" e "O Primeiro Homem Moderno".

Comentário, então, tendo em vista o beijo entre os poetas, Walt Whitman foi um covarde.



Nota de edição para o site INUTILE-DILETTANTE:

Informamos aos leitores que os capítulos do livro "PAUTA: algumas coisas" foram alterados por este blogueiro. A versão original desse livro só pode ser encontrada no Wattpad e no INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA. Infelizmente, a conta do autor no Wattpad foi bloqueada em 19 de maio de 2023 às 10:13, devido a supostas violações das políticas da plataforma. As mensagens divulgadas pelo espaço de expressão foram consideradas contrárias às diretrizes da rede. Por esse motivo, o autor transferiu seus livros para esse blogueiro e para o site INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA.

A edição realizada por esse blogueiro é intitulada "Luz Reparadora" ou "Replight".

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