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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: algumas coisas

 

Coração, Composição, Censura

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 26 de setembro de 2021.

Como não conheço o literato em questão, produzo este texto a partir de um fragmento que me foi dado e apresentado. Obviamente, minhas declarações podem dizer mais sobre minha literatura doentia e criação de personagens transtornados do que sobre o literato propriamente. Portanto, a assimilação tão apropriada com o caso cômico de Cyril Graham, que em sua ilusão tratava de Willie Hughes, um ator sem evidências de ter existido realmente, para quem Shakespeare, em hipótese, dedicou seus sonetos. A partir disso o Lorde Graham tenta forjar provas e compor a real existência de Willie Hughes.

Esta é considerada a trama cômica de quem ignora quem foi o Marquês de Sade e, assim, tenta compor a prova da existência de um conteúdo humano sobre o que esse escreve. A pergunta que fica é: de quem de fato?

É interessante que as conversas com esses hipócritas psicanalistas esnobes, de dissimuladas "cabeças-raspadas", rendam grandes inspirações, a conversa desta vez foi sobre Sade que me fez pensar em o desaprovar ao primeiro contato com o que me apresentaram a partir de um trecho de sua literatura. O diálogo começa com uma citação de um escritor libertino e sádico, de ambos os modos extremista. Então, uma passagem repulsiva é enviada a mim que é totalmente deplorável e apática.

O hilário é, mais uma vez, o gancho para lidar com esse problema de escroto é completamente maquiado, medíocre e malicioso. Típicos traços de um autoritarista, supremacista e disfarçado imbecil. E não me atrevo a perguntar por que alguém maníaco associa uma literatura tão nojenta ao simples fato de alguém dizer que acorda e dorme pensando em colorir o papel de histórias de terror, que ainda hoje ostentam pejorativos colossais, fazendo com que a nuvem de palavras sempre destaque os termos doentio e complexo - fato que me orgulha.

Por outro lado, eu nunca teria ouvido esse nome na literatura, então digo que vale a menor interação com aquelas criaturas erudita-aristocratas esbranquiçadas de classe média alta chamadas de advogados - ah não, espere, eu estou errado - quer dizer, psicanalistas. A forma como o homem de letra me é apresentado é a de alguém que escreve com seu próprio sangue e com os restos de ossos de sua refeição mortal. Até este ponto, parecia encantador para mim. Recorda facilmente a trama wildeano da rosa e do rouxinol. Então, esses famosos trolls me enviam uma parte de sua literatura indiferente.

As imagens nesta passagem enviada são de uma criança, uma mulher e um homem. No momento em que a criança é libertada, a mulher fica presa e ferida, enquanto o homem é a razão pela qual a primeira é livre e a segunda é retida por força violenta e brutal, daí o sadismo, não só por parte da criança que parecia estar em cena como um tosco voyeur maníaco, mas também como o homem roubusto. Parece haver uma necessidade para o literato neste último aspecto. Apenas um homem alto e forte o suficiente para manter alguém em desordem estreitamento preso e vigiado.

Isso me lembra de algumas conversas que tive quatro anos atrás com um amigo extremamente metrossexual. Ele disse que as mulheres que precisam de domínio optam por crossfitters itinerantes e, portanto, nossas preferências por imagens desbotadas e enfraquecidas nos colocaria terrivelmente sem sucesso na fila do Tinder. Ele disse "somos como gatos vadios em busca de leoas" e obviamente não tivemos sucesso em nosso último desfile. Acabamos voltando para as "brigas de telhado".

Quer dizer, para a criança (isca de bebê) impor a ordem do seu fortão (peixinho dourado malandro), presumo que a mulher (pescadora) tivesse essa necessidade. Algo como os movimentos anárquicos da Londres subversiva, cremosa e úmida contra o dinossauro Elizabethano do século XX. Há muito o que falar sobre esses três, mas na forma em que me foram apresentados é ainda mais emocionante, caros leitores baitolinhas.

Levei muito tempo para pensar no literato em questão como um ser humano. Durante o café, fiquei olhando em um ponto cego, como se tudo que pudesse ver estivesse lá dentro de mim. E se fosse eu em seu lugar? Observe, ele foi interrompido pelas coisas que escreveu, mas até onde podemos dizer que ele fez as coisas que escreveu? Talvez ele fosse gay, daí a necessidade de um personagem maior para parar a mulher. Mas não só a mulher é detida, ele também é - e aqui me sinto brincando de Hyde and Gabriel-Seek.

A sífilis é a doença que o violento com seu poder da doutrinação impõe à mulher. Oscar Wilde e inúmeros pobres homossexuais morreram de sífilis na suja era vitoriana. É uma doença que causa manchas e feridas, assim como o literato se machuca com os ossos de sua refeição em sua cela, que lhe causam feridas porque lhe dão tinta para escrever. Ossos são fortes ao machucar a pele para dar tinta, que é também uma força violenta motivada pela necessidade de escrever (dar o próprio sangue). E por mais que fosse interrompido pelo que escrevia, não parava para sempre, o escrever está livre mesmo dentro de uma cela, como uma criança no/para o mundo.

Ainda no meu café perturbador pensando em todas essas cenas e me fazendo acreditar que uma escrita tão terrível só poderia ser ocasionanda por sua incompreensível dor pessoal, inexpressível e indialogavel (se não de um modo cruel), me convenci no ...

Ainda no meu café perturbador pensando em todas essas cenas e me fazendo acreditar que uma escrita tão terrível só poderia ser ocasionanda por sua incompreensível dor pessoal, inexpressível e indialogavel (se não de um modo cruel), me convenci no meio de todas essas suposições de que esse escritor não era canhoto. Portanto, o sangue que ele umedeceu nos ossos que fez por autopiedade poderia supostamente ser das veias que se ligam ao coração. O braço esquerdo sempre me lembra de um acesso restrito. Por exemplo, geralmente não dou meu braço esquerdo para doar sangue ou algo assim. E nenhuma vez a mão esquerda para alguém segurar, ou qualquer coisa. E mesmo quando me ferir, não ouso feri diretamente o coração (até ontem, sim; nota adicionada nas vésperas de 2022).

Mas, de qualquer forma, foi assim que ele escreveu, sua criança o fez se ferir, com o sangue do seu coração maternal, porque Sade me pareceu a mãe de sua obra, enquanto a sociedade era seu fiel oponente enorme e contundente crossfiteiro.

Obviamente, tudo isso é hilário, e não posso negar que sou quase influenciado pela personalidade do grandíssimo Cyril Graham, querendo provar ao Lorde Erskine que Willie Hughes é um ator pelo qual Shakespeare se apaixonou e ao qual dedicou seus famosos Sonetos e obras como Romeu e Julieta, Hamlet, Rei Lear. Tal frase de Shakespeare ao Sr. Hughes sendo mais ou menos assim "por meu amor, crie em você e em você outro ser, e que em você e nós vivam a beleza para sempre!", algo como Sade parece-me dizer nesta passagem arrepiante. Bem, eu dentro da ilusão de Cyril Graham, faço aqui meu Willie Hughes a humanidade de Sade, e o desenho de uma gráfica em Halborn é a própria imagem do Coração, Composição, Censura (a mulher, a criança e o homem). Se em imagem a nomear "o sangue da escrita pelo coração na censura ".

Toda escrita é contida pela censura. Thomas Thorpe mostrou que mesmo o escritor e dramaturgo mais famoso do mundo viveu sob censura, apenas muito depois Sonestos foram reconhecidos para Henry Wriothesley, após muito tempo não sendo assunto público. Quem sabe daqui a dois séculos a expressão de Sade seja lida como sua dor pessoal. Certamente, quando olhamos para este quadro, podemos ter mais a dizer a favor dessa teoria da humanidade escrita na dor do que os reforços da defesa moralista ultraconservadora.

Certamente, quando olhamos para este quadro, podemos ter mais a dizer a favor dessa teoria da humanidade escrita na dor do que os reforços da defesa moralista ultraconservadora



Nota de edição para o site INUTILE-DILETTANTE:

Informamos aos leitores que os capítulos do livro "PAUTA: algumas coisas" foram alterados por este blogueiro. A versão original desse livro só pode ser encontrada no Wattpad e no INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA. Infelizmente, a conta do autor no Wattpad foi bloqueada em 19 de maio de 2023 às 10:13, devido a supostas violações das políticas da plataforma. As mensagens divulgadas pelo espaço de expressão foram consideradas contrárias às diretrizes da rede. Por esse motivo, o autor transferiu seus livros para esse blogueiro e para o site INTERPRETAÇÃO HIPOTÉTICA.

A edição realizada por esse blogueiro é intitulada "Luz Reparadora" ou "Replight".

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