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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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PAUTA: algumas coisas
Pedra Da Feiticeira
Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 18 de setembro de 2018.
No trajeto da orla de uma praia podemos encontrar a escultura de pedra de uma feiticeira, no final dos alcances territoriais da cidade, medianamente próximo da divisa com a cidade vizinha. Tal escultura constitui-se de uma fibra invejável, possui aproximadamente quatro metros de altura, representando a imagem de uma bruxa, parte do imaginário popular dos aldeões do século XVI.
De acordo com a lenda, do referido século, uma moça perambulava dialogando só, só pela desértica praia. Graças a vegetação, peculiar da época retratada, a paisagem da praia predominava-se imperceptível. Essa moça, quando a noite se suspendia pelo céu, dormia sobre a pedra. Curiosamente fundamenta-se essa lenda, primeiramente, com a imagem de uma velha maltratada, em seguida o povoado foi justificando essa primeira figuração como efeito dos intensos feitos dos raios do sol e da maresia, que sedia uma aparência envelhecida para moça, maltratada e rústica. Daí também o motivo de a chamarem de bruxa.
Embora tenha um comportamento e aparência muito histérica, a moça dessa lenda não fazia mal a ninguém, apenas cantava, dançava e acenava para os navegadores e navios que avistava. Diziam os antigos que essa moça teve um transtorno de paixão insolúvel, após ter vivenciado um amor com um marinheiro português, quem partiu e nunca mais voltou. A moça ficava sobre o aguardo do reencontro com o sujeito, perdendo o senso de conduta, isolando-se do povoado, fixando-se na pedra que beirava a margem do mar, onde o oceano beijava a terra com bordas-de-saia de onda. Naquela pedra ela sempre revivia seu romance, de modo onírico, e ficou permanecendo naquele ambiente com suas fantasias desde então. No mesmo ponto e sobre suas pessoais circunstâncias. Vivia no aguardo de um inusitado reencontro com marujo português.
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