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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Inutile-dilettante na educação

Em outras palavras, o curso da universidade pública da região começou com 45 alunos matriculados e terminou com três se formando. Se você não se incomoda com isso, algo de horrível existe em você. A mão de obra não é valorizada quando só um terço consegue se qualificar. 


O gozo da formatura é ver que as pessoas do primeiro semestre não poderiam está lá, então o sujeito goza pela ausência dos outros, os não qualificados, aquele que não chega aos seus pés. E o professor perverso também goza com isso, quando ele é o principal agente de uma tonelada de pessoas terem desistido do curso, ele diz "se eles não conseguem tirar nota é porque não estudam o suficiente", mas quem pode estudar o suficiente? Você já parou para pensar nisso? 


Ou então, quando o professor pensa "claro que eles não vão passar tão fácil pela minha matéria, se for assim eu não sou um bom professor ou minhas aulas não são de qualidade". Eu tenho uma informação para você, esse professor não está do lado dos estudantes, por mais que ele fale, ele não está, esses professores acreditam em uma norma de conduta acadêmica/letrada, que existe um código comum para ser letrado e se letrar. 


Mas a linguagem é multipla e ser acadêmico ou se letrar pode ser uma palete de cores, ou ainda mais. E se você não se sentir educado por um professor que você não consegue obter nota, se unam e exigem que esse professor reconheça suas dificuldades, sua forma de linguagem. E estejam unidos para que todos consigo entender a matéria, não vivam uma competição egoísta. Digam "Professor eu não me sinto bem na sua aula sabendo que alguns alunos não estão entendendo sua matéria" e ele responde "Fulano tal não consegue entender porque não segue a norma de conduta que um estudante que entende e presta atenção exigiria para entender", aí ele coloca a culpa na conduta do aluno e não na sua incapacidade de atingir aquele aluno, de instigar aquele aluno. 


Um inutile-dilettante reconhece a dificuldade e as várias de código e linguagem de cada um e ver como obrigação do professor ser poliglota das linguagens e atenção cognitiva, sendo capaz de alcançar cada sujeito em sua diferença particular e o fazer reconhecer a importância de interagir com a aula e com o material didática, de sua própria forma. O inutile-dilettante, na área da educação, ousa e se auto desafia ao reconhecimento de pluralidade, excluindo todo método de ensino do professor bicho-papão, Henry Cromwell.

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