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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Etinocidio?

 Não consigo ver como o aumento e sofisticamento da violência podem levar a atrofiação do psiquismo ou restrições da produções de imagens de códigos mentais/cognitivos. É difícil parar a cultura, estacionar a cultura, deixá-la inerte. Hitler não conseguiu isso, os Estados Unidos quase conseguiu acabar com a cultura popular brasileira, mas ela registe. Ela se atravessa e gera um movimento calidoscopico. Mas eu anseio por atrofiar as imagens e códigos e linguagem mentais. A guerra não se faz mais com a arma, com a economia, a guerra se faz em acabar com culturas menores, estacionar, fazer de ultrapassada. Extinguindo uma cultura ocorre o etinocidio e eu gostaria de ter poder suficiente para testa até onde a cultura sobrevive, uma câmera de gás da cultura. Acabar com ou reduzir a capacidade de simbolização de uma pessoa é uma grande arma e talvez uma via para a submissão e passividade. Obviamente a cultura que tem que acabar é a da branquitude, acabando com sua cultura acaba-se as forças políticas e notoriedade desses indivíduos e sobrepor a cultura do excluídos, pequenas tecnologias. Chega da linguagem e código com referências euroestadunidenses. Deixa se comer ave no réveillon para andar pra trás, esquece, Lentilha, Romã, Uva, Nozes, Carne de porco. 

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