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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Devolva o cigarro do seu pai

Um inutile-dilettante experimenta um cachimbo, para aprimorar seus hábitos tabagistas. Como um gordo é afobado, pega o tabaco com as pontas do dedo pequeno e gordo, soca com força para o fundo, socar com menos força no meio, coloca levemente na superfície. É a primeira vez que fuma um cachimbo, sem esqueiro de maçarico adequado, mas com um bic verde pequeno, sem ferramenta tcheca três por um. Pensa em comprar seda do sabor de morango, menta e chocolate. Seu vício em chocolate o leva para longe de mais. Coloca o tabaco todo afobado dentro do forninho do cachimbo e grande parte do tabaco cai esfarelado no chão do seu quarto e ficará lá por um mês, em razão dos seus fracos hábitos de higienização do quarto. Vive como um solteirão comilão e tabagista. Sua marca favorita de cigarro é Black e Malboro quando não tem muito dinheiro. Gosta de charutos de chocolate. Trêmulo. Garganta seca na terceira tragada. Fuma de modo desafobado. Toma em uma caneca de alumínio tingida de branco com a boca com um risco preto, típica de acampamento, no estilo que seu avô usava no sítio de cima. O cachimbo não funciona muito para relaxar, traga raramente em vista da falta de prática em puxar. Cachimbo é igual sexo para ele, quando faz a primeira vez se ver obrigado a fazer toda hora para melhorar seu desempenho e suas técnicas. E como a primeira vez, ele não para. E pensa em tomar uísque com Coca-Cola. Mas o cachimbo é para fumar em casa. Fuma as cinzas. Diferente dos filósofos não usa o cachimbo para pensar, mas para não pensar. Tudo deve ter moderação, mas no começo nada tem moderação. Sua mãe o apoia bastante nas suas experiências tabagistas. Se engasga com a fumaça que puxa, parece querer vomitar quando a traga. Para tudo que é novo tem crises de tremores. Não sabe usar o maçarico que sua mãe compro a custo de vinte reais na padaria do beco dos distritos portuários. Grande amiga. 

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