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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

O efeito é o mesmo

 Esta é minha rotina quando eu não estou no estágio ou na faculdade. Escuto vozes converso com elas sobre sexo, erotismo, excitação e falamos sobre mim, tudo de uma maneira bem perversa. Depois eu invoco o diabo com os meus pensamentos e pesso para que ele me dê dinheiro para que eu possa pecar, mas convenhamos, quem tem boca vai a Roma, eu não faria nada disso, porque eu sou brocha pra muitas coisas, inclusive pra vida. Então eu entro nas redes sociais, chamo um ou outro de gostosão ou gostosona, falo que já peguei pessoas que não tenho a mínima chance e tudo de modo cognitivo. Depois eu vou para sala e ficou com a minha mãe que pensa que eu sou uma santa de espírito muito evoluído. Acontece que eu sou podre como qualquer um a diferença é que eu não tenho coragem de fazer algumas coisas, como me deitar com algum ser humano ou firmar um relacionamento estável. Eu prefiro ficar só na minha caverna, tendo como me alimentar, me manter e seguindo a pirâmide de Maslow contando com as necessidades básica e outras necessidades. Quem olha para mim e ver passou em tantas faculdades públicas, fez especialização de psicanálise e docência, não sabe que eu sou podre. Eu sou turbilhão. E mesmo sabendo disso eu não mudo. Eu sou orgulhoso e egocêntrico. Não consigo fazer e sustentar uma amizade com qualquer pessoa que for. E não consigo sustentar um interesse em uma pessoa por muito tempo. Eu abando as pessoas, fasso com que pareça que elas nunca fizeram parte da minha vida. Faço com que elas se sintam bem em não me comprimentar, assim como eu fico orgulhoso de alguém do passado não ter falado comigo. Mas tem uma coisa que agora, conversar com estranhos e fazer amizade com eles por uma noite. Paradoxalmente eu não gosto de sair de casa, não gosto de ir para lugares muito longe e também não gosto de falar com estranhos quando não estou bêbada. Odeio quando pessoas do meu passado me procuram. Odeio quando alguém demonstra algum interesse em ficar comigo, seja uma amizade ou um relacionamento qualquer. Não gosto de pessoas coladas em mim, assim como não gosto de colar nas pessoas. Quando as pessoas grudam, eu perco o interesse rapidamente. Gosto de ficar na minha de preferência em um sito em uma rede olhando o morro e pensando nas histórias dos meus personagens. Tudo que mais amo no mundo são meus personagens, é está com meus personagens, é viver com meus personagens. Acho que tenho um potencial destruidor dentro de mim, como já havia falado em um dos meus sonhos que me lembro agora. É uma pena que eu tenha ficado louca.

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