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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

Gordo como Sileno

Às vezes eu queria estar como o Charlie

Do filme a Baleia

Queria comer demais até pesar um peso

Queria me tornar enorme de gordo

Queria que ninguém me olhossa

Queria ser desinteressante

Queria ser gordo e desimportante

Queria ser gordo e feio

Queria ser como o sujeito do filme citado

Queria ficar em paz

Queria que ninguém me olhasse

Queria ser invisível

Queria ser imperceptível

Qualquer traço de interessante, anularia

Eu viveria bem como um professor

Com a câmera desligada

Eu viveria bem com uma vida amorosa arruinada,

Mas tudo e qualquer coisa é melhor

Do que agora...

Nu.

Assediado psiquicamente ...

Exposto. 

Sem qualquer segredo até mesmo

Para mim mesmo

Tudo se desvenda

Tudo está as claras

Talvez não haja mais sombra

Nem sombra de dúvidas

Nu e perceptível

Mas não obeso, apenas gordo

Como Sileno

Orientador de Dionísio

Seria Sileno meu ego

E Dionísio meu id?

Qualquer coisa não importa

Ninguém liga.

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