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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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Considerações sobre o pensar de Samantha B.
No ano passado, deparei-me com uma frase de Samantha B., uma poetiza que é uma tempestade caótica — como ela própria se descreve. A frase dizia "pensa que pensa", sugerindo quatro formas de a interpretar. São elas a reflexão superficial, a presunção, a ironia e, na melhor das hipóteses, a autoconsciência. Conhecendo a artista, eu diria que ela está sendo irónica, mas todas as instâncias de interpretação dizem algo em comum, que há uma forma definida e correta de pensar que não é arranhar a superfície de um pensamento ou ideia que não se aprofunda na reflexão, ou pode sugerir alguém arrogante que está a pensar que pensa profundamente, mas na realidade não está a considerar de forma crítica ou completa. No sentido em que penso que ela quis dizer que alguém se engana a si próprio ao pensar que está realmente pensando, mas está apenas a repetir ideais sem os questionar. Num contexto mais agradável, indica que alguém está consciente dos seus próprios processos mentais e está a refletir sobre a sua própria capacidade de pensamento. Veja-se que existe sempre a reflexão superficial, acrítica, insuficiente, repetição sem questionamento, o que levanta a questão: Será que a maioria das pessoas pensa de forma profunda, crítica, completa e única/singular/raro? Ou é mais comum este tipo de pensamento "artificial", um looping em busca de uma revelação que o interrompa?
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