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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

INTERPRETAÇÕES HIPOTÉTICAS

12/11/2023 - 09:53: 

Quando penso em assédio psíquico, minha imagem mental é de um sujeito que vive à margem e sofre com a desestabilização de seu aparelho psíquico, e essa desestabilização é o efeito de assédio psíquico, mas não podemos nos contentar com uma desestabilização, mesmo que não seja óbvia. O assédio psíquico também pode ser encontrado em comportamentos como o de Yubaba, da animação As Viagens de Chihiro, quando ela pega o nome de Chihiro para que ela não saiba quem ela é. Em outras palavras, isso obscurece sua identidade e faz com que você acredite que é algo diferente do que é. Por exemplo, um jovem trabalhador negro que vive nos bairros portuários é convencido pela mídia e pela discussão política de um ideário especifico de que seu comportamento é de um mau caráter, isso ataca sua identidade e ele pode se convencer de que realmente é — ou não, na ocasião de conhecer a si mesmo —, portanto, um exemplo de assédio psíquico. Há muito o que pensar e construir, e é impossível, vejo por esse momento, fazer isso sozinho.

16/11/2023 - 15:38:

Agora, postulo que o pensamento de alguém que não é gímnico é visto pelos gímnicos como um pensamento infeccioso, parasita. Algo que, se pronunciado, infesta como uma epidemia cognitiva de ideias e imagens mentais que distorcem a ordem previamente estabelecida da moral do pensamento. Mas é como um código e não se caracteriza como uma ideia postulada precisa, mas sim como algo que pode ser transmitido por meio do abstrato. Essa infecção pode ser tanto para coisas boas quanto ruins, mas não tem lado, ela age de acordo com o que quer ou não quer. Stephen King e Lovecraft deram uma ideia disso em ideias e imagens que são inconcebíveis para a humanidade, caso contrário, isso traria destruição. A melhor ideia é a de King, em que o ser misterioso que comanda tudo isso não tem um papel antagônico ou protagonista, é um coadjuvante sem uma dicotomia moralista. A infecção pode ocorrer ao pronunciar uma única frase como "água está fria em tempos muito quentes" isso já é necessário para um mente interligar as concepções que vão abordar depois de uns dias. Isso parece muito televisivo, mas acontece na verdade, eu só não sei dar um exemplo melhor.

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