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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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UM PENSAR SOBRE O CORPO PSÍQUICO
Após efêmeros giros cronológicos, os antigos gregos relegaram seus pensamentos do corpo em uma relação entrelaçada com a alma, e da alma em uma íntima conexão com o corpo. Denotavam eles que um corpo atleticamente forjado conferiria à alma uma forma invejável, forma gímnica. Notável, contudo, é o fato de que essa alma, em suas reflexões, se designava como psykhé. Sob as teias da moralidade atlética, contemplava-se um nobre florescimento da psykhé, cuja ética era sustentáculo da elevação mental.
A indagação que perpetua através dos séculos, de maneira enigmática e inconclusa, repousa na seguinte inquirição: "Onde, com exatidão, se origina o corpo da alma?", conforme outrora cogitaram. Até mesmo o nosso corpo, com sua jornada que se inicia como um blastocisto, gerado a partir do processo de blastulação que parte da cabeça e culmina em um recém-nascido, suscita um paralelismo dessa busca ancestral. Na herança genética, o berço corpóreo é inequivocamente estabelecido, mas o embrião da alma permanece um território incerto. Curiosamente, por mais paradoxal que possa parecer, nossa ciência humana, com seus alicerces na genética, pode delinear o início físico, mas ainda tropeça, hesita, gagueja ao tentar determinar o ponto inaugural da alma, sendo isso quase uma quimera.
No entanto, exponho a aberrações de tais pensamentos, eis que, na profundidade do abismo do conhecimento, residem respostas ocultas que estão, de fato, acessíveis. Sim, sim, somos dotados de ciência! A construção do complexo aparato psíquico desencadeia-se com a primeira tópica, e quiçá, a segunda tópica, desenrolando-se concomitantemente, num intrincado tecido de ideias e concepções. Para retomar o vernáculo freudiano, alinhavando os fios do pensamento, eis que emerge um ecossistema psicológico, erguendo-se como o corpo psíquico — ponto inicial para mais tarde verboar sobre assedio psíquico, outro conceito. Eis o âmago da minha argumentação: muitos arguirão que o corpo psíquico floresce a partir do inconsciente, situando sua extremidade na fronte do conhecimento inconsciente e sua base nas pastagens da consciência. Contudo, permitam-me uma digressão, uma deliberação. No meu âmago, perfilo a base desse Triplo, o epicentro do qual é a consciência, e, portanto, o que se encontra depois dela é um pálido "sub". "Sub", essa partícula morfológica, um prefixo utilizado para designar uma estância inferior, um subsequente desdobramento, uma menor grandeza ou uma manifestação que yaze abaixo ou menos iminente em relação ao núcleo, o elo raiz ao qual está intrincadamente associado. Essa raiz, amados, é a consciência, o epicentro do sistema. E, portanto, a ligação da consciência e não do abismo inconsciente.
Atravessar este denso emaranhado de concepções e ideias pode parecer uma quimera, mas a essência subjacente de minha argumentação não é a propagação de uma teoria exótica do corpo ou assedio psíquico. Antes, almejo sugerir que as lições de psicanálise, que lançam mão do termo "pré-consciente", carecem de revisão, visto que, na escuridão da mente, nada perdura antes da consciência, senão o obscuro e insondável inconsciente. E fique estabelecido o termo "subconsciente".
Com gratidão, término minha peroração.


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