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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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PAUTA: bloco de notas
Esmagado nos escombros
Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 03 de Setembro de 2021.
Tudo que floresce na madrugada para na manhã seguinte você contemplar, avistar, amar, sem se dá a mínima atenção ao percurso de sua induzida germinação zelada pela lua. Aquilo que você só adora quando já ver finalizado sobre a luz do grande sol. Rumando a um dia seguinte apaixonado por uma primavera viva, radiante e colorida. E não ousa se perguntar sobre seu crescimento durante a hora do sono, justamente por só se interessar com o que estiver no dia seguinte vibrante e já feito. A noite é perigosa e vazia, monstros podem surgir de ruas escurecidas. A segurança do fitar da lua é insuficiente. Tudo na noite deve ser repudiado, varrido para longe, às margens de lá de onde são jogados, para então surgir ao topo de um agora pós meia-noite como Morlokes (Morlocks). Você que ama o sol, adora tudo ao dia, é (e vive) como um Elói. Esse qual diz um belo dane-se para o percurso do que vive (também) durante a escuridão, mas não se nega dar um belo beijo forte, firme, caloroso e palpitante no resultado dos trabalhos de detalhes em detalhes após a recém chegada da luz do novo dia, ensolarado à afogueado. Cabendo essa primavera ao seu "dourado coração".
Como mais ou menos diria Shakespeare: "És toda a minha arte e, tanto quanto a ciência, de minha rude ignorância tu me elevas.". Com as rosas florescendo na madrugada de primavera.
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