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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: bloco de notas

 

Esmagado nos escombros

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 03 de Setembro de 2021.

Tudo que floresce na madrugada para na manhã seguinte você contemplar, avistar, amar, sem se dá a mínima atenção ao percurso de sua induzida germinação zelada pela lua. Aquilo que você só adora quando já ver finalizado sobre a luz do grande sol. Rumando a um dia seguinte apaixonado por uma primavera viva, radiante e colorida. E não ousa se perguntar sobre seu crescimento durante a hora do sono, justamente por só se interessar com o que estiver no dia seguinte vibrante e já feito. A noite é perigosa e vazia, monstros podem surgir de ruas escurecidas. A segurança do fitar da lua é insuficiente. Tudo na noite deve ser repudiado, varrido para longe, às margens de lá de onde são jogados, para então surgir ao topo de um agora pós meia-noite como Morlokes (Morlocks). Você que ama o sol, adora tudo ao dia, é (e vive) como um Elói. Esse qual diz um belo dane-se para o percurso do que vive (também) durante a escuridão, mas não se nega dar um belo beijo forte, firme, caloroso e palpitante no resultado dos trabalhos de detalhes em detalhes após a recém chegada da luz do novo dia, ensolarado à afogueado. Cabendo essa primavera ao seu "dourado coração".

Como mais ou menos diria Shakespeare: "És toda a minha arte e, tanto quanto a ciência, de minha rude ignorância tu me elevas.". Com as rosas florescendo na madrugada de primavera.

Com as rosas florescendo na madrugada de primavera

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