Pesquisar este blog
"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
Destaques
PAUTA: bloco de notas
Imperdoáveis loucos
Escrito original, parte de uma ilusão ao olhar uma clínica, escrita em 21 de outubro de 2021
Quando você vê os documentários de psicopatas você pode pensar "mas isso é completamente absurdo", mas quando você vive na vigia de um psicopata você entende que não é tão absurdo. Não há nele um senso moral que diga “só posso ir até certo ponto”, de fato, para essas pessoas indiferentes não há limite algum¹.
A ideia de retorno dos manicômios proposta pelo presidente Bolsonaro nada mais é do que retirar os mais vulneráveis da sociedade do tratamento psicossocial, tal como o nome dos estabelecimentos: Núcleo De Atendimento Psicossocial. O objetivo de retirar os mais pobres de um tratamento psiquiátrico decente e do tratamento terapêutico, psicológico, também adequado, visa causar não só desconforto à população mais vulnerável, mas também, indiretamente, a morte dessas pessoas. Assim, a exclusividade em um tratamento psiquiátrico e psicológico visa que os mais pobres não tenham outra opção a não ser morrer.
O triunfo dos mais ricos reside na desgraça e na morte dos mais pobres. Ninguém ajuda ninguém. Novamente a frase: Ninguém liga – é escancarada na vitrine da insuficiente maquiagem que é esse país completamente anti-ético. Quando, por exemplo, pesquisamos os preços dos serviços sociais em instituições de ensino de Santos, tal que ofertam o atendimento com a justificativa de ajudar o público, você acha que eles levam mais em conta a inflação e como podem arrecadar mais lucro ou como tornar o tratamento mais acessível ao público que está cada vez mais pobre? Veja, a vulnerabilidade social não abre opções de abdicar todos os dias da semana 70 reais, contando com o exato momento que é escrito este texto, que logo serão 100, quando no prato de almoço nem o arroz consegue ser colocado ou mantido. A classe que essas organizações visão atender é uma classe que além de poder dedicar uma hora ou mais, em razão do seu trajeto, de seu tempo, exclusivo ao trabalho, também deve abrir mão de uma boa quantia de dinheiro para pagar o equivalente ao absurdo em um mês. Quando o preço de seu atendimento aberto sobe, o que essas organizações estão fazendo é expulsando você de um direito de "tratamento", um discreto convite para se retirar, que antes de tudo, lá no início, afirmavam que o tratamento tinha como público alvo aqueles que não podem pagar. Será uma nova nomeclatura para bola-de-cobaia para o jogo da batata-quente – isto é, em cada semestre a instituição te obriga a trocar de terapeuta, ou seja, pula de um para outro no percurso de dois anos, ou menos, suspeito que a intenção é fazer a pessoa desistir ou pensar que não precise de um profissional fixo dentro desse período.
Mesmo dentro da ideia de "quem não pode pagar" significa que, ao preço real de qualquer tratamento psicológico, já está por si só excluída a acessibilidade aos mais vulneráveis da sociedade. É o mesmo que dizer que a psiquiatria e a psicologia não são serviços dirigidos aos mais pobres, por isso seu exercícito de formados não acompanha a popularização de um tratamento adequado a maior parte da população que de fato precisa. Se fosse de fato uma apressada preocupação social com o mais pobre, haveria uma adequada democratização de seu acesso. Quando digo adequado, é contar com o não faltar medicamentos, não faltar médicos, não ser mal tratado tanto pela equipe da administração quanto pelo atendimento, não ser deixado de lado porque o seu psiquiatra saiu magicamente do núcleo que você é atendido, e ninguém transferiu o seu tratamento para outro psiquiatra te olhar e ouvir e dar a sua receita.
O descaso com o mais pobre não termina por aí, a legislação é escrita em defesa dos brancos e ricos, o letramento é fechado aos brancos e ricos, a formação superior está sendo fechada aos brancos e ricos. Então quem poderá dizer que o mais pobre tem direito de um tratamento? Tem direito de ser defendido? Varrer para as margens do imperceptível é a estratégia que eles aderiram quando a insuficiente maquiagem matinal não dar mais conta.
Quando vivem dizendo aos dez cantos que a cidade é rica, e paradoxalmente é também a cidade com maior número de moradores de palafitas. Pois, deduzo, que a razão da primeira é a causa da última. Para a balança alavancar de um lado, precisa cortar o que não admite do outro lado. O que não se admite, nesse caso, parece ser o que não pode acompanhar a maquiagem vendida de cidade rica. Por exemplo, eles não podem dizer que a cidade é rica tendo uma população pobre na sua superfície, então eles as jogam para as águas. O correto era reconhecer os mais vulneráveis e fazer um espaço adequado de moradia para todos eles, dentro da superfície dessa cidade, para sua junção.
Mas isso tudo para a classe dominante é tão absurdo de se escrever ou de ler que não poderá ser para além de um capítulo neste livro de amadora literatura surrealista. Os capítulos intercalam ilusões e críticas que chega uma hora ser difíceis para o leitor quando uma crítica é ilusão e quando uma ilusão é uma crítica, em ambos os casos são facilmente classificados como delírios. Digo, uma vez deixei um anônimo internalta ler um destes textos e tudo que ele sempre repetia na sua revolução era a palavra doentio e alucinação – resolvi me apropriar desses termos. Por isso digo que outros também podem está mais inclinados a dizer o mesmo. Estou convencido que de fato pode ser isso, o mundo ruma para um cenário cada vez mais desigual, o sonho e a utopia da igualdade se tornaram como uma luz fortemente brilhante de uma estrela olhada de uma jangada no escuro céu do acalmando oceano pacífico, o que hoje apenas nos faz pensar em histórias.
1- É perceptível o considerável desvio entre seu comportamento e as normas sociais estabelecidas em suas ações, eles frequentemente invadem minha rede virtual para coletar informações, e eles também usam a câmera do vizinho para espionar as atividades em meu quarto, tendo este último alguma conexão familiar com eles. Trata-se de um comportamento que não é facilmente modificado por experiências adversas, incluindo punições. Várias vezes eles foram punidos pelo corpo social, nenhuma ocasião foi suficiente para detê-los. Pois eles continuaram, divididos em um período de elogios excessivos e depois críticas excessivas, sempre é esse o movimento um "vai falar o que você sente" serve bem como ratoeira, tentando reproduzir uma experiência que me levou a tentar o suicídio na faculdade, quando um professor criticou sem oferecer instrução um trabalho que eu havia feito. 183 dias se passaram e eles mostram uma baixa tolerância à frustração de seus objetivos, destruindo-me ou aumentando imensamente meu sofrimento até que eu caia, tal como eles pretendem que aconteça, em ações quimicamente dependentes para ilusoriamemte reduzir o desconforto e a dor, mas oculto aumentar as chances de autodestruição, então a citação de G. "você não está no fundo do poço, ainda não", já denunciando sua própria intenção, como quando ela também diz "eu sou uma pessoa que gosta de ser alcançada", denuncia mais uma vez sua estratégia. Além de um baixo limiar de agressividade, incluindo a violência moral, psicológica, emocional, principalmente em seus discursos de autoritarismo e intolerância, eles optaram pela tendência de culpar uma caixa adolescente e um trabalho de quinta série para fornecer racionalizações plausíveis visando explicar comportamentos que levam um sujeito a entrar em conflitos com sua comunidade. Certamente todos os três são psicopatas, o intrigueiro, a falsa vítima e o amargurado.
Comentários