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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: bloco de notas

 

O tubarão eufórico

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 20 de setembro de 2021.

O fraco entendimento que se fez pela sua base ingênua, tal que vive produzindo e reproduzindo suas criancices. Essas movidas pela prisão dos seus delírios e fantasias vergonhosas e alheias a crueldade e inexistência/incompatibilidade da bondade em todas as parte do/no mundo. E é somente sobre isso que você escreve - uma máscara obsoleta que não condiz com a face do terror vizinho. Isso é a sua incapacidade de ver quem torce pela sua morte, da pior maneira possível, antes de tudo (re)começar, te começar. Essa é a "empatia" que a maior partes das pessoas vão ter por você. Para deixar mais claro vou narrar o conto do Tubarão, porque há enorme divertimento quando o nadador, que confia facilmente em qualquer um, se desestrutura com qualquer coisa enormemente insignificante que escreve o Tubarão:

- Um monstro traiçoeiro é o tubarão. Ele nunca faz o menor comentário ou qualquer interação. E enquanto ele te ver na areia, ele não parece querer parar ou reduzir seus movimentos. Ele observa você tirando as roupas, e nem ao menos mostra alguma emoção. Seus olhos não brilham nem se mexem, são fixos e certos como de natural é dos predadores, ele tem um autocontrole surpreendente. Você nunca sabe quando ele está com o temperamento que ele aparenta. Ele espera até que você esteja completamente despido, e encena muito bem não ter nenhum interesse. E quando você pula em direção ao mar, ele parece está dormindo. Mas quando você chega ao seu alcance, todo o seu comportamento parece mudar. Ele joga seu corpo rapidamente em direção a sua caça, e seu verdadeiro caráter aparece. Não adianta chorar ou apelar, ele parece perder todos os sentimentos decentes. Após este aviso, você só desejará algo a ponto de evitar por todos os meios esse tipo de peixe traiçoeiro. Suas costas são pretas, sua barriga branca, ele tem uma mordida muito perigosa e um olhar maníaco de indiferença. Sua natureza é incurável, tal que acaba o fazendo voltar sempre para as válvulas de escapes de um mundo crepuscular. O Tubarão pode enganar e mentir para o nadador, mas não pode enganar nem a si e nem suas próprias trevas.

DOUGLAS. A. L. The Shark. Disponível em: https://poets.org/poem/shark-1 acesso 24 jun. 2021.

Vídeo da imagem, disponível em: https://www.instagram.com/p/CUCu48LNfdS/?utm_medium=copy_link acesso 20 set. 2021.

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