Pular para o conteúdo principal

Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: bloco de notas

 

Estupidificando!

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 25 de julho de 2021.

Texto inapropriado para pessoas que tiram valor e existência de quais ques produções que carregam linhas de [qual é sua cor favorita? Leia-a aqui para determinar sua linha]. Agora pense, qual formiga é sua preferida, a preta ou a vermelha? E caso for nenhuma, ótimo.

O pensamento liberal do século XVII e XVIII dá um passo inesperado no século XIX, refletindo em uma possível chegada às ideias de liberdade, igualdade e a "propagação" democrática. A tão comentada livre concorrência que vendia a ilusão de equilíbrio para todos. No entanto o sucesso das teorias liberais do referido século não conseguiam ser compatíveis com a conservação dos princípios éticos e do "desenvolvimento intelectual", visto que valia-se mais o avanço econômico. Mas além dessas contradições, quais não dançam com as pretensões econômicas tão sempre defendidas (até hoje! Absurdo), outro ponto ainda pior ocorria. A liberdade, igualdade e o alastramento da democracia que não está para todos, tais só se fazem possíveis porque muitos não podem o ter. Ou seja, ao passo que a democracia se desenvolve para os mais ricos e já se preserva entre os mais nobres, proporcionalmente questões sociais e econômicas vão se tornando não solucionáveis aos mais pobres. Esta última classe comentada que compõem a massa de trabalhadores, é prejudicada com a intensificação da pobreza, extensão da jornada de trabalho, desvalorização salarial e ausência de direitos básicos (alimentação, locomoção, aposentadoria, etc.).

Uma questão feita por esse autor que torna todo texto e conhecimento sagrado em algo estúpido por meio dessa minha precária escrita: – Primeiramente, há alguma diferença com o que ocorre hoje? Segundo, se a democracia se desenvolveu primeiro aos nobres, depois para os burgueses e por último aos mais pobres, teria hoje o trabalhador e os pobres a propriedade e o poder de alguma coisa? Se sim, quais e como? Na ocasião da resposta em maioria ser negativa, outra questão que amadoramente coloco é se haveria nessas condições a instituição da ampla autonomia, valendo-se que tudo é uma troca da força de trabalho, para a classe trabalhadora e aos mais pobres?

Daqui pra baixo o texto fica feio:

– Penso, que a possível ampla autônomia ao mais pobre e ao trabalhador é quando ele pode trocar sua força de trabalho por literalmente tudo que ele quiser sem a imposição de qualquer pessoa, agente ou organização. Isto é, autônomo está aqui como quem tem o retorno total de sua força de trabalho, sem a imposição dos impostos, forças contrárias a sua escolha livre de consumir, ou qualquer tipo de mais valia, absoluta ou relativa, o que faz dessa condição de liberdade o retorno integral da força de trabalho vendida.

E quando coloco que há uma escolha livre de consumir, me refiro a imposição da dívida pública, do tipo, não posso comprar Coca-Cola pois tenho que comprar arroz. É o tirar uma coisa por outra, que reduz a ação de liberdade e desvaloriza a força de trabalho dos mais pobres e trabalhadores. Ou seja, devido ao aumento da carne minha força de trabalho se torna insuficiente para comprar tudo que eu deveria ter por minha autonomia, a liberdade de comprar. Já a troca integral da força de trabalho requer a valorização da massa trabalhadora, e benéficos aos trabalhadores que o assegurem poder ter a posse do que quiserem sem sentir um peso na carteira.

A ausência desse retorno integral da força de trabalho é quando, por exemplo, você gasta seiscentos reais com as compras do mês e ainda assim percebe que não comprou tudo que precisava, o que o leva a fazer um tirá-lá-dâ-cá para ter o que precisa. O retorno integral da força de trabalho, com a devida valorização do trabalhador, é quando com seiscentos reais pode-se ter posse de tudo que precisa e mais ainda. Pois esse é seu direito.

E ainda que não dê para tirarmos a mais valia como uma das opositores, deve-se cada organização reconhecer as necessidades de cada um dos seus funcionários, legitimando benefícios quais podem levar a suprir necessidades. O que significa dizer, ele deve ter o poder de consumir o que quiser e o quanto quiser, ele trocou sua força de trabalho para isso.

O que esses opositores liberais condicionam é uma heteronomia, ou seja, eu só vou comprar o que o mercado permite que a minha força de trabalho possua. Ou seja, um ter o poder. A heteronomia condicionada pela inflação e o reajuste é aquela que não dar total liberdade de compra para uma determinada classe, que geralmente é a mais pobre e a trabalhadora. Você troca a sua força de trabalho somente com o que o mercado mundial permite que você torque – heteronomia, parcelada liberdade mediada por um órgão maior que normalmente é o mercado mundial de algum produto.
___
O que quero apontar é que a gente trabalha feito um condenado, aí vamos no mercado comprar alguma coisa e nos surpreendemos pelo fato de não poder comprar nada. Prr, eu trabalhei pra quê então, karalho! TNC. Trabalhei pra poder comprar o que preciso e não ter um estado que age como um mediador-lady-tremaine dizendo que não posso comprar determinada coisa, porque ele simplesmente não quer que eu compre. Mano, pqp, né. Tá dando pra ter nada, prr! Nada!!!

Comentários