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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: bloco de notas

 

Peixe-bagre e o navio fantasma

Escrito original, parte de um Peixe-Bagre, histórias nada a ver novamente, um filme do Navio Fantasma, de madrugada, na tevê, redigido em 02 de setembro de 2021.

O mar ganhou dimensões e não há mais terra suficiente para que as árvores que poderiam viver em alguma superfície floresçam nesta primavera. Embora existam apenas várias e várias espécies de algas, em verdadeira abundância, no fundo do mar.

Um navio passava desconfortável com água de lastro que entrava e saia facilmente dos seus tanques. Uma troca muito injusta, queixou-se da confusão. Antes de cair em mar aberto, os tanques se enchiam e quando lá estavam navegando, o seu armazenamento atirava gradualmente a água de volta ao mar. Um simples movimento de um hidroviário navegável e desagonsado, mas este navio está descontente com a água que entra e sai dos tanques, para os mares e a partir dos mares de onde navega. Por isso, perguntou o navio ao oceano:

– Como consegue sempre passar pelos meus tanques quando mal posso adentrar o fundo do oceano? – Os oceanos riram, gargalhadas atrás de gargalhadas. Entre todos, de modo sério, um respondeu:

– Porque tua natureza reluta firmemente a afundar, ao contrário iria pifar teus esquentados motores. E fazer surgir incêndios em todos os teus corredores. Faria manchas nas águas de vermelho sangue. Os armazéns do fundo dos oceanos é onde sempre será impossível ser raso para o alcance do mais forte luzir solar ou lunar, quem dirá a um trambolho de navio. Conforme-se, tua natureza não é para saber ou entender do fundo destas águas. Mantenha-se longe dessa ideia, se não irá morrer e afundar. Volte aos portos e queira sempre alcançar somente lá que é o teu lugar.

O fundo do oceano é reservado à natureza dos oceanos, a vida marinha. Tudo que é de fora e tentar adentrar o fundo do mar simplesmente morrerá afogado.

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