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Destaques

DIÁLOGO IV

Disse o velho gordo mal cabendo na sua cadeira de bar, bebendo um coquitel de bagas e fumando um cachimbo com fumo de chocolate, e tossindo, porque não tem o hábito de fumar tão pouco de beber: - Ser um pobre estudante é horrível. A tecnologia não parece compreendê-lo, e o que deveria ser algo que o tornasse mais fácil acaba por o reter. A falha em escrever bate-me constantemente na mão e torna difícil produzir um raciocínio porque me falta um aparelho de ar condicionado. Vamos lá...  Será que a obra ou o autor vale mais?  Disse eloquente e bêbado: - Podemos dizer que o personagem de ficção passa por um controlo considerável e provável que o escritor, no seu lugar de poder, exerce sobre isto e sobre o protagonista sua influência. Haverá uma saída para isto, minha querida? Forster, a minha má influência, dá uma forma para que isto seja resolvido pela ligação entre personagens planas e redondas, em que o autor não exerce o seu poder. Por isso, interpreto-o como sendo pouco rígid...

PAUTA: bloco de notas

 

O incapaz de mudar

Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 19 de outubro de 2021.

Quando pensamos que esta situação nacional é resultado de uma covardia presidencial, não devemos pensar que se trata do tipo de covardia louca ou delirante. Mas sim uma covardia apática.

O psicopata está sempre à procura de alguém que não pode se defender, de quem possa facilmente tirar proveito. Dizendo que ele é louco, que é um psicótico, como uma incrível habilidade de sua própria lábia, pois ele pode convencer Deus e o mundo de que a sua loucura é mais real do que parece. Um psicopata é capaz de brincar psicologicamente, emocionalmente com alguém, como se pudesse ser um cirurgião perverso que não usa anestesia.

Ver o desequilíbrio emocional, desequilíbrio psicológico e desorganização de alguém devido as falsas acusações morais ou difamações exageradas e sofisticadas, é o seu maior divertimento. Um psicopata nunca pegaria uma tese de doutoramento para criticar com dentes e garras, ele opta por uma monografia de graduação de um rapaz pobre dos subúrbios.

Ele é tão supérfluo que pensa que as coisas que ele valoriza, as outras pessoas também vão valorizar. Como o alcance que as redes sociais lhe podem dar,  como o triunfo de popularidade que ele sempre procura. Quando ele lhe tira o seu alcance ou a sua popularidade, qual seu "talento" pode o levar a fazer, não está ele tirar-lhe nada, está apenas dizendo o quão valioso é para ele isso que ele te tira.

Estes assuntos nunca terminarão, mesmo após seis meses do seu início. E a razão da sua continuidade reside no fato de que o psicopata não admite sair do tema da primeira página do jornal ou do feed. Ele também não consegue ver como é ridículo e supérfluo isso tudo. Ele denuncia a sua própria superficialidade no meio do seu discurso falsamente emocional, até porque ele não escreve um discurso porque se importa de fato com quem vai o ler, mas ele escreve um discurso para ter aprovações e bajulações. E de modo algum alguma crítica. Se mantiver os olhos abertos, a forma como ele sugere ações e comportamentos é sempre sobre algo superficial: "Basta praticar esportes, basta procurar um emprego para ganhar o seu dinheiro, basta começar a frequentar um curso numa universidade nomeada".

Quando alguns problemas não são apenas sair da cama, porque mesmo quando se sai da cama sente-se que algo continua errado, qual nem um esporte, emprego e mudanças de hábitos parecem ser suficiente em resolver.

Além de tudo, só um psicopata seria capaz de entrar na rede de uma família pobre para acompanhar de perto o seu cotidiano com o objetivo de impor terror, tirando o conforto de ter uma zona privada – parece que público e privado são facilmente confundidos por ele, como se um limite ao privado fosse inexistente. Só um psicopata é capaz de fazer do seu insignificante TCC uma coisa perfeita para se repudiar, não porque é apenas uma coisa supérfluo, mas porque é um alvo pequeno e mais fácil de descordar, ou seja, encontrar erros. Só um psicopata é capaz de denunciar mais de duzentas vezes a sua conta para cortar o seu alcance aos seus poucos amigos. Só um psicopata fica todo o dia numa rede social ou na internet para se divertir perversamente, do tipo enganando, trapaceando e assediando moralmente. Um psicopata rir na sua cara e depois pede desculpa na maior cara de pau. Eles tem uma certa dificuldade de ver como são ridículos e como é ridículo ficar no mesmo assunto. Porque isso mantém alimentando o lugar que o torna tema e assunto principal.

A questão que pode permanecer é: entre os cinco, quem é o psicopata? E também isso é fácil de saber, os psicopatas mentem compulsivamente em seu próprio benefício. E maqueiam um discurso somente por popularidade, e não porque se importa com alguém. Ele não quer o bem-estar de ninguém, ele tá nem aí para isso. E ele sempre está nas profissões mais populares, onde ele consegue tirar um bom dinheiro sem fazer muita coisa, são essas: engenharia, medicina, advocacia, psicologia, polícia.

É muito mais do que se pode escrever aqui. Só o tempo pode falar melhor sobre os efeitos desse desgoverno. Claro, você deve ter notado a semelhança desta fantasia com o cenário político atual. Ah, sim, é somente sobre isso que ele está falando. Claro.

Com conversas encobertas, eles podem tentar manipulá-lo. Confrontá-los e mostrar-lhes como eles realmente são parece ser uma boa opção, mas para confrontá-los você precisa primeiro de força, embora, não tente com esta força transformá-los em uma pessoa, porque eles fingirão mudar, mas o machucarão de alguma forma quando puderem. Procure a ajuda dos psicólogos, psiquiatras e relate suas ocorrências em um diário para se proteger. Seja vigoroso o suficiente para se libertar. Aprenda alguns aspectos para se defender. Tome uma atitude preventiva para que você não caia nas armadilhas dos perseguidores. Aprenda sobre estratégias, por exemplo, você pode bloqueá-los de todas as formas de contato, e ele tentará o jogo de manipulação em particular. Faça o sair da zona de covarde que é a internet, e lembre-se sempre que eles não costumam aprender com os erros.

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