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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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PAUTA: bloco de notas
Sujeito sobre luz trêmula
Escrito original, parte de uma folha de um diário, redigido em 06 de Novembro de 2017.
O céu fica sempre mais cinzento em dias de chuva, embora desta vez longe do normal, notável, haja uma suspensão de um trecho entre as nuvens. Revelante se faz a luz baixa da lua, um tom escuro habitual da noite traz o brilho de algumas estrelas com olhares curiosos. Mais adiante, a chuva cai enquanto homens amontoados em casacos longos emergem de carros escuros, ainda mais assustadores do que a noite indefinida. Ali refletiam consideravelmente no couro de seus casacos a luz do luar oculto e revelador. Um sujeito é puxado para fora de um carro, algemado, com a cabeça baixa. Perdendo de vista qualquer vestígio de qualquer um desses rostos. Em uma rua deserta, é improvável que a curiosidade acabe, seja ela qual for. De seus nomes até seus mistérios, eles se mostram impossíveis de serem revelados. Uma acusação que permanece silenciosa nunca foi naquele momento descoberta, porque foi silenciada pela vergonha inaceitável que a representa. O verdadeiro culpado não é de forma alguma mostrado nesses cenários. À noite, com ainda mais constrangimento, não lança luz suficiente para investigar e posicionar-se sobre o caso, esta noite fica reservada como testemunha. Pelo contrário, nos casos amorosos, o luar mostra uma prontidão presença para ilusões das mais ridículas. Dessa vez sua presença se firma séria. Embora isso também seja parte de uma ilusão, de modo algum descansa na romantização.
O suposto prisioneiro é obrigado a falar, depois de se sentar diante dos cretinos cegos, estúpidos, julgadores. Pouco antes de lhe darem a voz com uma palavra imperativa: – Comece ... – Pronunciada lentamente, com um ar arrogante e desinteressado que já sugeria uma conclusão vulgar e antecipada. Sem uma compreensão completa, ou mesmo um desejo de compreender, as somas das minúsculas partes fizeram-se suficientes para apresentar suas conclusões. Em torno da luz fraca, que serviu sendo como uma única fonte de brilho, lançada sobre a cabeça baixa do homem centrado na frente, faz-se ver o julgado. Sujeito não disse nada, após a ordem que com acolhimento o fez abraçar ainda mais o silêncio. Mas a chuva ecoou e ganhou voz em seu lugar. As águas das nuvens sussurraram até a explosão do primeiro clarão da noite cair, um travão estrondoso. A natureza, mais verdadeiramente humana, parece protestar contra o júri da espécie que a destrói. Aqui entendemos que isso se deve ao caráter solidário deixado na natureza, por ela guardado, entendido, revirado, abraçado e ponderado por uma análise fragmentada do que podemos pobremente perceber como um Deus Sive Natura, que se construiu no silêncio e não se manifestou além desse oculto espaço verde. Gotas e pingos da chuva, rugidos de relâmpagos nervosos tomavam como verdadeiro o aspecto de horror que demonstrava a humanidade nesse cenário. Ainda assim, já estava mais do que na hora de se aceitar o terrível.
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