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"Bellum omnium contra omnes – etiamsi omnes, ego non.". Este blogueiro é dirigido aos escritos iliterários. Aqui este autor expõe seus registros cognitivos e distorções cognitivas.
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IDEIAS ROUBADAS: um posicionamento de merda para uma ideia cagada
Lidar com fantasias requer uma abordagem que fale a língua delas, como se fosse um encontro entre dois mundos distintos.
Imagine que as fantasias são como borboletas coloridas que voam em um jardim secreto da mente. No entanto, nossa ciência moderna, que geralmente é como um farol que ilumina o caminho, muitas vezes ignora esse jardim, considerando-o confuso e ilusório, como um nevoeiro misterioso que não pode ser confiado. Parece que estamos presos em um pensamento como o de Descartes, onde valorizamos apenas o que elimina as incertezas, em vez de explorar a beleza do desconhecido.
Pense nisso como tentar traduzir uma canção de pássaro em palavras humanas. Ao fazê-lo, perdemos a magia da melodia original e limitamos sua riqueza de significado. Da mesma forma, quando tentamos enquadrar o desconhecido em nossa linguagem familiar, perdemos a riqueza das perspectivas únicas que ele nos oferece. Isso acontece porque as fantasias não estão preocupadas com o que queremos, mas sim com o que realmente é, mergulhando nas profundezas de sua verdadeira natureza.
A abordagem que busca desvendar o que está por dentro, que enxerga além das aparências superficiais, é o que podemos chamar de "in-com-ciência". É como ser um explorador corajoso que mergulha nas águas escuras do oceano para descobrir tesouros escondidos nas profundezas. Portanto, para compreender as fantasias, é preciso essa in-com-ciência, que não teme o desconhecido, mas abraça a possibilidade de encontrar algo novo e valioso dentro de nós mesmos.
Ah, minha estimada plateia, que curiosa dança é essa em torno da fantasia! Um espetáculo de privações e acrobacias verbais, onde ousamos criar cercas imaginárias ao redor das asas das borboletas mentais. Oh, sim, proclamemos com uma sobrancelha arqueada que não ousamos proferir palavra que não seja sussurrada pelas fantasias selvagens. Pois quem ousaria roubar os tons e timbres que são exclusivos para cada sonho? É como se dissessem que ninguém além do Nirvana pode acariciar os acordes da canção, enquanto as letras fluem por outras bocas e os ecos ressoam em diferentes arenas. Uma sinfonia transformada em galáxia de possibilidades, uma proibição absurda de transformar o estranho em familiar.
Ah, sim, e o preconceito ético, esse cavalheiro de terno sisudo que nos espreita dos recantos de nossa própria psique. Como ousamos tentar traduzir o desconhecido para nossos solenes dialetos? Que audácia é essa de tentar domesticar o selvagem, de convidar o mistério para a festa do conhecido? Ah, mas vejam, meus caros, o inútil-diletante se deleita na conjunção de dúvida e erro, como amantes ardentes em um tango de incerteza. Não buscamos assassinar a dúvida, oh não! Queremos que ela se insinue nos leitos de nossos leitores, que ela seja a paixão clandestina que os assombra nas noites insones. Até o inútil-diletante, com todo o seu charme paradoxal, enlouquece perante o indizível.
Mas permitam-me esquivar-me, como um espadachim perspicaz, daquilo que não conheço. O desconhecido e o estranho, eles são meus amantes platônicos, objetos de minha afeição ardente e inalcançável. Ah, como a fantasia trabalha para nosso desejo! Atrai-nos para o abismo das profundezas internas, como uma amante sedutora que sussurra segredos misteriosos. Ah, sim, permitam que o vazio continue a fitar o vazio, enquanto mergulhamos nas águas turbulentas de nossos próprios devaneios.

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